ILC contra o Acordo Ortográfico

Ler, assinar, divulgar

Imagem copiada de coluna permanente (à esquerda) do “blog” Bic Laranja, feita com código adaptado de “post” anteriormente aqui publicado, que foi também reproduzido – até agora- por outros dois “blogs”:

Aerograma
Nada De Novo Na Frente Ocidental

Colabore! Basta copiar e colar.

Os nossos agradecimentos a todos.

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Extracto do programa “5 para a 1/2 noite”, emitido em 12.04.14 (cerca das 00:30) pelo canal 1 da RTP, com a intervenção do deputado Miguel Tiago sobre o “acordo ortográfico”.

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["Clip" de vídeo extraído da gravação disponibilizada pela RTP.]

“Pode ser um novo acordo que satisfaça todos”, diz Miguel Tiago a certa altura. Sim, estamos de acordo se esse novo acordo for este e só este: “Um Acordo Ortográfico, sim! (só falta assinar)

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publicoSUSANA MARTA PEREIRA 11/04/2014 – 01:49

O latim representa mais de dois mil anos de cultura. Foi nele que o mundo ocidental produziu, até ao século XVIII, a sua ciência, filosofia, religião; a sua história é a matriz das línguas românicas, tendo significativos ecos em línguas como o inglês e o alemão. Aprender esta língua é ter acesso a uma cultura milenar que fundou, juntamente com o grego, a sociedade moderna e cujos valores transportam saberes, desde a área jurídica à educação e à medicina.

Países como Inglaterra, Alemanha e Espanha colocam, actualmente, nos seus curricula o ensino do Latim, por perceberem a sua relevância na aprendizagem de matérias tão diversas que vão desde a matemática à biologia, à filosofia, à literatura e à aprendizagem das línguas, entre elas o inglês e o alemão. Em Portugal segue-se o caminho oposto.

Aos poucos, a aprendizagem do latim tem vindo a morrer, sendo vários os factores que estão na génese desta lenta agonia; os principais são a ignorância e o desconhecimento da importância desta língua por parte de quem decide. Num país onde se aplica um acordo ortográfico que renega a matriz do português, não é de espantar que se olhe para o latim como uma língua menor.

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nAO

Não concorda com o AO e deseja subscrever a ILC? Simples, bastam dois passos:

1º – Versão PDF ilcassinaturaindividual.pdf ou Versão Word ilcassinaturaindivmanual.doc

2º – Remeter para
Apartado 53, 2776-901 Carcavelos
(se por CTT)

A ILCao, não é uma Petição, é um Projecto de Lei redigido e submetido a aprovação parlamentar por parte de um grupo de cidadãos, sendo esta a primeira sem qualquer patrocínio ou instituição subjacentes. A ILCao, é a forma directa e apartidária de exprimir a vontade popular à Assembleia da República.

A ILCao está redigida e publicada. Todas as informações estão disponíveis no sítio oficial http://ilcao.cedilha.net/

Não se resigne, mova-se!

[Transcrição de comentário de Gisela Pereira na página da ILC no serviço "Causes".]


Colabore!

Em baixo, o código (html) para reproduzir este “post”. Seleccione todo o código manualmente para o copiar (teclas Ctrl+C) ou pode fazê-lo automaticamente com um “click” no botão “Copiar”. Depois basta colar (teclas Ctrl+V) o dito código em novo “post” no seu “blog”.

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«Pergunto-me quantos destes “likers” e “dislikers” quase profissionais assinaram, de facto, a ILC, essa sim, ÚTIL! Dá muuuuito trabalho…»
(comentário de Maria Oliveira numa página da ILC no Facebook*, há três anos, numa altura em que essa página ainda “só” tinha 59328 seguidores…)

CauseILC

Às primeiras horas de sábado a ILC voltou a enviar uma mensagem através da plataforma “Causes”, onde 120.771 pessoas aderiram à Causa “Não queremos o Acordo Ortográfico”.

Não é algo que se possa fazer todos os dias. Por simples cordialidade, a ILC não pode agir de modo a importunar as pessoas — e os próprios gestores da plataforma “Causes”, muito naturalmente, recomendam que o envio de e-mails aos subscritores se faça em “doses homeopáticas”.

Mas, de vez em quando, vale a pena lembrar os mais de cento e vinte mil seguidores que, além de um simples “click” de rato, seria bom darem o passo seguinte, enviando a sua subscrição em papel.

Entre os vários comentários que já nos chegaram, permitimo-nos destacar o de Rute Inês, por uma razão muito simples – foi capaz de incluir na sua mensagem um compromisso solene: “segunda-feira formalizo a minha assinatura”.

Já valeu a pena. Seria bom que mais seguidores seguissem este exemplo, retirando (alguma) razão de ser ao comentário de Maria Oliveira com que abrimos este post.

[Abaixo, a transcrição parcial da mensagem afixada na nossa página "Não Queremos o Acordo Ortográfico!", na plataforma digital "Causes", em 19.04.14. Esta mensagem foi também enviada aos membros da página que indicaram email.]

•••••••••

«A plataforma “Causes” começou por ser um “aplicação” do Facebook e foi aí mesmo que esta ILC foi lançada, em 2010. Mais tarde, por razões que (evidentemente) nos ultrapassam, a “APP” “Causes” deixou de integrar aquela rede social e tornou-se autónoma.

Continua a ser, porém, a maior plataforma de activismo “online” e por isso mesmo a ILC, naturalmente, marca aqui a sua presença. A nossa causa rapidamente reuniu um elevado número de seguidores — mais de 120.000, um número extraordinário, tanto mais que, na “Causes”, não é possível fazer “aderir” terceiros sem o seu conhecimento, como sucede, por exemplo, nos “grupos” do Facebook — cada um dos mais de 120.000 aderentes a esta causa fê-lo de moto próprio.

Mas este número também tem uma leitura negativa. É certo que representa um antagonismo genuíno, massivo, contra o AO90 — mas mostra também o que tem de pior o activismo “online”: como é possível que, por cada dez subscritores digitais, apenas um envie a sua assinatura em papel?

É facílimo — e cómodo — fazer um “click” numa qualquer petição “online”; já preencher um impresso à mão e enviá-lo pelo correio…

Será por isto? Foi ou é o seu caso? Ainda não subscreveu a ILC pela revogação da entrada em vigor do AO90?»

Causes_logo

* A página referida no início deste “post” foi desactivada pelo Facebook assim que a aplicação “Causes” se autonomizou em plataforma própria.

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Isto é de tal forma inacreditável que… só ouvindo! Como se costuma dizer, contado ninguém acredita.

O vídeo foi publicado no dia 2 e não no 1.º de Abril, portanto não será uma brincadeira do chamado “Dia das Mentiras”. Mas lá que parece, ah, sim, pois parece mesmo uma brincadeira. De péssimo gosto, é claro, ainda por cima sendo contada por um tal “dr. José Maria da Costa”, que se apresenta como “graduado em Direito, Letras e Pedagogia” e diz que “esclarece dúvidas da Língua Portuguesa” numa “coisa” (brasileira) chamada TV Migalhas.

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Voluntariado (11)

1 comentário

tshirt-300x258Não sendo possível fazê-lo individualmente, aqui fica a 11.ª relação (ver as anteriores AQUI), à laia de homenagem ao esforço de todos e de cada um, de algumas das subscrições recolhidas por voluntários. Nesta relação – bem como nas anteriores – não se incluem, como é evidente, as de proveniência sob total anonimato de quem as recolheu e enviou. Caso tenha falhado alguma referência, é favor avisarem-nos por email.

Por questões de reserva de privacidade e de protecção da identidade, os nomes são referidos apenas pelas respectivas iniciais e localidade do remetente, indicando-se o total de assinaturas conseguidas por cada qual.


M.J.A., Lagos, 21+12+43=76
J.F., Aveiro, 21
A.A., Carcavelos, 10 (v.e.)
J.R, Rana, 8 (v.e.)
R.V., Coimbra, 3+3+2=8
E.L., Coimbra, 8
A.I.B., Lisboa, 18+7=25
M.L., Pereira-MMV, 44
A.M.M., VN Famalicão, 12
A.S.T., Lisboa, 30+25=55
U.S.O. (inst.), Oeiras, 4+3+1=8
M.V., Oeiras, 30 (v.e.)
P. de P. (estab.), Lisboa, 14+14=28

Bravo!
A Língua Portuguesa agradece.

Nota: o mínimo considerado tem sido geralmente de 8 assinaturas por voluntário.

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meuselonAO1
——— Forwarded message ———-

From: Octávio dos Santos
Date: 2014-04-03 0:46 GMT+01:00
Subject: Re: «Os Jogos da Fome»
To: Pris Geral
Caro(a) ???????

antes de mais, creio que é – que seria – da mais elementar boa educação identificar-se, assinar a mensagem que me enviou… não o tendo feito, pouco mais é do que um anónimo – e de certeza não quer que eu acredite que a empresa Pris tem uma personalidade e uma mente próprias…

Vou desde logo direito ao cerne da questão. Escreveu você que «gostando ou não do acordo ortográfico, somos obrigados a utilizá-lo». Não, não são: para além de inútil, prejudicial e ridículo, o AO90 é ilegal, tanto externa como internamente; resulta de um tratado internacional que não foi ratificado por todos os países signatários, mais concretamente Angola e Moçambique – logo, não está em vigor; e, em Portugal, está a ser imposto com base numa resolução da assembleia da república… que é juridicamente inferior, obviamente, a um decreto (de 1945) que estabelece como única ortografia válida… a definida antes do AO90. Tudo isto são factos… e, sim, «facto» escreve-se ainda com «c», mesmo com o «acordo».

De qualquer modo, mesmo que fosse legal, o AO90 seria sempre ilegítimo; é uma intervenção inadmissível e leviana, por parte do Estado, numa área – a Cultura – que deveria estar resguardada de caprichos e de devaneios burocráticos e políticos. E desde quando é que todas as ordens são para serem obedecidas? Você faz tudo aquilo que lhe mandam? Não tem vontade própria? Não pensa por si? Na administração central e local os funcionários são coagidos a adulterar a ortografia sob risco de serem punidos, sancionados – insólita situação quando se celebram os 40 anos do 25 de Abril de 1974. Na sociedade civil, nas empresas privadas (como a Pris), nada há – repito, NADA! – que vos (nos) obrigue a escrever deste modo.

Se o vosso objectivo é efectivamente «a máxima satisfação dos nossos (vossos) consumidores», então respeitem-nos na sua diversidade de perfis e de preferências. Se têm os meios, as ferramentas, as possibilidades técnicas de disponibilizarem o máximo de legendas em diferentes línguas… então façam-no. De contrário, estarão a diminuir o vosso mercado potencial, os clientes que poderão atrair. Eliminar a liberdade de escolha, restringir as opções a uma só… é típico do passado, de uma mentalidade atrasada. Como, aliás, qualquer tentativa de «unificar a ortografia». Se tiver oportunidade, pergunte aos seus contactos nos EUA e na Grã-Bretanha – da LionsGate e de outras empresas que representam – o que pensariam de uma eventual «ortografia inglesa única». Aposto em como a resposta seria o riso.

Octávio dos Santos

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2014-04-01 16:09  GMT+01:00 Pris Geral

Exmo. Octávio dos Santos.

Antes demais agradecemos o seu interesse pelas nossas edições, e demos o devido tratamento à sua reclamação.

Gostaríamos de informar que a prioridade na elaboração das nossas edições é a máxima satisfação dos nossos consumidores, sabendo que muitas vezes não é possível agradar a todos eles dado que isso nos obrigaria à existência de uma enorme e complexa variedade de edições.

Nos títulos como o Hunger Games procuramos sempre ter uma diversidade de edições que permita ser ajustada aos vários consumidores. No lançamento do Hunger Games – Jogos da fome, tivemos edições especiais com oferta de Colar, edições especiais com 2 discos, e tivemos para ambos os formatos, DVD e Blu-Ray.

Relativamente ao lançamento do Hunger Games – Em chamas, tivemos também a preocupação de termos edições que fossem de encontro as exigências do mercado, criando edições com oferta de postais, edições repletas de material de bónus, edições DVD e Blu-ray, etc.

No que diz respeito ao uso do acordo ortográfico, informamos que é uma obrigatoriedade imposta pelas produtoras. Os nossos produtos estão dessa forma, a não ser que exista algum erro de tipografia ou ortográfico. Gostando ou não do acordo ortográfico somos obrigados a utilizá-lo.

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DNlogoQuarta-feira, 26 de Março

Por mim, está encontrado o novo herói da querida língua portuguesa. E não, não se trata de um romancista, poeta ou académico. Trata-se, acreditem se puderem, de um magistrado, nem mais nem menos do que o juiz Rui Teixeira, célebre pelo processo da Casa Pia, que instruiu e do qual foi enxotado.

Agora arrisca-se a ser corrido da profissão em si, e tudo porque, há quase um ano, recusou um relatório escrito na mistela resultante do Acordo Ortográfico e ameaçou multar os serviços do Ministério da Justiça que não se dispusessem a reescrever o documento em português de gente. À época, o Dr. Teixeira sentenciou que, no tribunal dele, “os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem do contrário”.

É certo que, conforme lembra Henrique Monteiro num dos blogues do Expresso, a atitude do juiz é arrogante e os seus argumentos um nadinha ignorantes. Por um lado, duvido que o homem possa sequer multar os funcionários em questão sob o referido pretexto. Por outro lado, escolheu péssimos exemplos: o “c” de “facto” não é mudo e mantém-se; as palavras esdrúxulas não ficam sem acento.

Ainda assim, julgo que Henrique Monteiro, ao contrário do Dr. Teixeira, não viu o essencial. E o essencial é que uma trapaça tão injustificada quanto o AO não obriga à lisura dos respectivos opositores. A partir do momento em que, nas nossas costas, um bando de iluminados decidiu reduzir o idioma do padre António Vieira a uma aberração indigna do padre Borga, o princípio do vale-tudo está legitimado. Não há crime em distorcer, exagerar, falsear o poder destrutivo do AO desde que a recompensa seja a perturbação do dito. Por atabalhoado que fosse, o gesto do Dr. Teixeira representou um exercício de resistência, e mal faríamos se passássemos a discutir o modo como resistimos em vez de nos concentrarmos naquilo a que se resiste. A língua já sofre demasiado pelas vias informais da oratória política, do jargão jurídico, do dialecto futebolístico, dos clichés jornalísticos e do puro analfabetismo das “redes sociais” para que a deixemos entregue à tortura oficial infligida pelo AO. O Dr. Teixeira errou, mas a resignação é que é o verdadeiro acto falhado. Ou “ato”, que nem chega a tanto.

[Transcrição de parte da crónica semanal "Dias Contados", de Alberto Gonçalves, no "Diário de Notícias" de 30.03.14. "Links" e destaques adicionados por nós.]

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O Acordo Ortográfico Pelo Brasil

Posted by Paulo Guinote

O engraçado é por cá darem tudo por adquirido e decidido quando o país com mais falantes de Português ainda está a ver se…

Mudanças nas regras da Língua Portuguesa serão reavaliadas

(…)

«O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa ganhou novo prazo para a implantação definitiva: foi ampliado até 2016, para que haja mais discussão em torno do tema. Professores e estudantes do Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, que têm o português como língua oficial, têm até julho para debater mudanças e fazer sugestões. As melhores propostas serão selecionadas em setembro, no Seminário Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa, que será realizado em Brasília. Após os debates, os governos dos países de Língua Portuguesa terão aproximadamente um ano para determinar o que deve ser simplificado

O problema é que parece que mais do que a depilação actual, há quem queira mesmo uma completa brazilian wax ao nosso idioma escrito.

[Transcrição integral de "post", da autoria de Paulo Guinote, publicado em 27.03.14 no "blog" A Educação do Meu Umbigo.]
[* O título deste "post", retirado do texto de Paulo Guinote, é de facto intraduzível. Aceitam-se sugestões...][Imagem: cabeçalho do "blog" citado".]

Notas da ILC AO
Este assunto já foi por diversas vezes referido aqui, no “site” da ILC. De facto, com a complacência e até a colaboração de meia dúzia de portugueses, meia dúzia de brasileiros estão já – porque provavelmente não acham que o AO90 seja devastação suficiente – a arquitectar um “novo acordo ortográfico” ainda mais imbecil e criminoso do que o parido em 1990.

Alguns textos, anteriormente aqui publicados, directamente relacionados com este “novo” AO revisto e (mil vezes) aumentado:

1. Não, Portugal não está interessado no “projeto”!
2. Ernani dis k preciza simplifiká u akordu ortugráfiku
3. Simplifique-mos as complica são?
4. Brasil “revê” e “simplifica” o AO que os outros países deverão “adotar”

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