ILC contra o Acordo Ortográfico

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bresilienV«Então é preciso refletir se o “purismo sintático e lexical embute discriminação” ou se perpetua subserviência. Lê-se a propósito em um post intitulado “Liberdade para a língua brasileira”, de “outros lusófonos”: “Defendemos a ideia que no Brasil já se fala outra língua [acrescentaria: e já se escreve outra língua também].

Defendemos que seja preciso dar aos brasileiros a liberdade de falarem na sua própria língua: o brasileiro [e de escreverem na língua brasileira]. A editora francesa Assimil, que vende cursos para aprender línguas estrangeiras, vende um curso com livro e 4 CDs para aprender a falar Português, e outro curso, sempre com livro mais 4 CDs, diferente para aprender a falar brasileiro.

E essa editora tem razão, pois já são duas línguas diferentes. É altura de aceitarmos isso, como já aceitamos que na África do Sul se fala Afrikaans, que já não é holandês, e em Barcelona se fala catalão, que não é castelhano. É altura de deixarmos aos brasileiros a liberdade e o orgulho de terem a sua própria língua. Chega de acordos! O casamento acabou, é altura de divorciarmos e muito boa sorte para todos.”»

Excerto de Por uma língua brasileira: acordo ortográfico pode abolir ‘Ç’, ‘CH’, ‘H’ e ‘SS’ | São Paulo Review.

Por uma língua brasileira: acordo ortográfico pode abolir ‘Ç’, ‘CH’, ‘H’ e ‘SS’

| São Paulo Review

A obrigatoriedade da nova ortografia, que resulta do acordo entre os países de Língua Portuguesa, mas vigorando em caráter facultativo desde 2009, foi adiada até 31 de janeiro de 2015. Isso porque, agora, senadores como Cyro Miranda (PSDB,GO), Cristovam Buarque (PDT,DF), Ana Amélia Lemos (PP,RS) e Lídice da Mata (PSB,BA), entre outros, entendem a necessidade de extinguir do vocabulário linguístico as letras “ç”, “ch”, “h” e construções com dois “s”, com o objetivo de substituir a “memorização, vulgarmente conhecida como decoreba, pelo raciocínio e entendimento”, a “eliminação de contradições e duplas grafias e a redução máxima do uso de hífen ou também a sua eliminação.”

Segundo o professor Ernani Pimentel, da equipe de debate do projeto “Simplificando o Português”, “quase ninguém sabe a ortografia em nosso País e encontrar alguém que saiba usar hífen, j, g, x, ch, s, z é algo raro. Até professores precisam recorrer a dicionários para confirmar como se escreve uma palavra, de tão complexo que é o nosso sistema.”

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Diz Bechara: “Medeiros Albuquerque não teve a coragem[???] de pegar uma palavra como ‘exame’, onde temos o mesmo fonema [Z, de "Brazil"] escrito agora com X, por exigência etimológica, Medeiros Albuquerque deixou[???] que a palavra ‘exame‘ continuasse com X”.

Diz Bechara: “em Portugal eles dizem ‘corruto’, enquanto que em português do Brasil nós dizemos ‘corruPto‘. Então, acontece que aí são duas palavras que divirgem [???] na língua. Agora, quando em Portugal escrevem ‘director’ com C e nós escrevemos ‘diretor‘ sem C, aí apenas há uma duplicidade somente de grafia.”

[Excertos vídeo da 1.ª sessão de audiência sobre o AO90 realizada no Senado Federal do Brasil em 21.10.14.]

Apresentamos uma citação por cada vídeo apenas a título de ilustração; qualquer dos excertos está recheado de igualmente verdadeiras “pérolas”, proferidas não apenas pelo Professor Doutor Evanildo Bechara como por outros que deste não desmerecem.

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CongressoBrasilpinterest«Outros debates serão feitos, principalmente com os professores que, de acordo com o senador, estariam “chiando”. Isso porque os profissionais não foram chamados para a discussão. “Na verdade, ninguém foi ouvido. Esse acordo foi feito pela ABL, somente. Essa que é a grande revolta. Por isso, a comissão tem por obrigação trazer o problema e, democraticamente, discutir a questão. Não temos e nem é competência nossa dizer se haverá reforma”, avaliou. Segundo o senador, a instituição foi convidada diferentes vezes para o debate, mas nunca mandou representante.»

«Para Cyro Miranda, houve um despreparo no passado e o acordo foi feito a toque de caixa, sem o envolvimento da sociedade. Questionado sobre como promover o diálogo em um Brasil tão extenso, o tucano adiantou que pretende fazer comissões permanentes com coordenação para que as discussões abranjam todo o território nacional.»

Via www.jornalopcao.com.br

Língua Portuguesa

Senador Cyro Miranda avalia que acordo ortográfico não terá sucesso internacionalmente

23/10/2014 13h12 Por Marcello Dantas Edição 2050

Presidente de comissão do Senado responsável por analisar alterações, o goiano relata dificuldade do Brasil em compactuar mudanças com países lusófonos

O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, o senador goiano Cyro Miranda (PSDB), defendeu que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa seja aprovado como está. Em entrevista ao Jornal Opção Online nesta quinta-feira (23/10), o tucano disse que a questão foi mal discutida, e que, inclusive, alguns países lusófonos que assinaram o acordo não se incorporaram às mudanças.

“Nós não podemos fazer uma alteração ortográfica ultramais, ou voltar atrás, o que é muito perigoso”, disse. Cyro Miranda alertou que os alunos das escolas irão começar os estudos aprendendo uma regra e, após um ano, o ensino será alterado.

Isso porque o acordo era para entrar em vigor em 31 de dezembro de 2012 no Brasil. Porém, os integrantes da comissão solicitaram o adiamento na época. O pedido foi acatado em decreto pela presidente Dilma Rousseff (PT). A nova data para a aplicação é de 1º de janeiro de 2016.

Segundo o senador, a realidade do atual acordo reflete a “incapacidade” do governo federal de estar presente nas negociações tanto internas quantos externas para aprimorar as medidas. “Se foi mal feito ou não, estamos praticando ele aqui.” Na opinião dele, o acordo não terá sucesso internacionalmente — esta é a segunda tentativa de unir a Língua Portuguesa. “O importante é não mexermos na nossa ortografia. Nesse momento, podemos sim fazer um estudo durante muitos anos para simplificar a nossa ortografia em consonância com a fonética, mas que não seria executada agora”, argumentou.

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ESO1

Sobre as Traduções

O mini-site do ESO em língua portuguesa é comum para Portugal e para o Brasil. Foram levadas em conta as regras do novo acordo ortográfico celebrado entre todos os países de língua oficial portuguesa. No entanto, o referido acordo contempla diferenças ortográficas na linguagem escrita nos vários países, de modo a aproximar mais a escrita à pronúncia de cada país. No caso de Portugal e do Brasil, este efeito é particularmente notório em algumas consoantes mudas e acentos gráficos. Quanto às consoantes mudas omitimo-las sempre que cairam nos dois países, mas quando caem apenas num dos países damos as duas ortografias, por exemplo se(c)ção, fa(c)to. Quanto aos acentos gráficos, as diferenças são notórias no uso do acento agudo em Portugal e do acento circunflexo no Brasil. Também aqui apresentamos as duas grafias, por exemplo astró(ô)nomos, interferó(ô)metro.
Existem ainda palavras diferentes nos dois países e que ficariam incorretas se aplicássemos apenas uma ou outra ortografia. Nestes casos apresentamos as duas, por exemplo multimédia/multimídia, planeando/planejando.
Finalmente e relativamente a números é importante salientar que o bilião em Portugal tem o valor de 1 000 000 000 000 enquanto que no Brasil o bilhão vale 1 000 000 000 (o que corresponde ao milhar de milhão em Portugal). Nestes casos optámos por utilizar as duas notações marcando explicitamente a que país se refere o quê, por exemplo:
dez mil milhões (Portugal)/dez bilhões (Brasil) de anos.

Daqui: www.eso.org/public/brazil/

Ver mais coisas da “maravilhosa língua unificada“.

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TN – O senhor acha que o GTT vai realmente propor alguma mudança ou o papel desse grupo é apenas levantar a questão?

DS – Soube que o Senado vai fazer uma audiência pública sobre o tema. Parece uma boa coisa, mas eu tenho minhas dúvidas sobre se vale a pena e se este é o melhor caminho. Temo que entre os interessados haja gente interessada em outra coisa. Por exemplo: ganhar dinheiro com publicações apressadas, incluindo fazer dicionários com verbetes errados, como fizeram quando da “decretação” do Acordo.

via Academia de Letras de Brasília: Entrevista com o filólogo Deonísio da Silva.

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Entrevista com o filólogo Deonísio da Silva

“Língua é patrimônio do povo brasileiro”

POR THAÍS NICOLETI

Ultimamente, a ortografia tem ocupado na mídia espaço maior que o esperado, o que talvez se explique não por ser um tema apaixonante, mas pelo fato de, no Brasil, ser objeto de lei. A perspectiva de haver novas mudanças na grafia das palavras cria certo alvoroço tanto no meio editorial como na imprensa e nas escolas, enfim, entre aqueles que mais diretamente estão comprometidos com o tema, seja porque publicam obras, seja porque ensinam a escrever.

O fato de existir no Senado um grupo técnico de trabalho encarregado de rever o último Acordo, que, embora date de 1990, entrou em vigor em 2009, cria alguma apreensão e, de certa forma, desestimula os esforços que têm sido feitos em direção à adaptação às novas regras.

De início, muitas foram as vozes que o criticaram, afinal, a necessidade de unificação da grafia do português nos países lusófonos não parecia ser algo tão urgente. Além disso, antes da publicação do Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), havia muita dúvida sobre as novas regras e, consequentemente, proliferaram não só as criticas como também os equívocos.

Depois da publicação do Vocabulário (e de uma errata com substituições, correções e aditamentos) e, sobretudo, depois de ser o corpus posto gratuitamente à disposição para consulta no site da ABL (www.academia.org.br), os ânimos se acalmaram e o processo de adaptação parecia seguir seu rumo.

Eis que a divulgação de uma proposta de ortografia fonética, que imporia grandes mudanças à ortografia vigente (em nada comparáveis à supressão de alguns acentos e à alteração nas regras do hífen), vem novamente trazer à tona o tema da ortografia.

Hoje quem conversa com o blog a respeito do assunto é o professor Deonísio da Silva, que é membro da Academia Brasileira de Filologia, professor universitário, escritor e doutor em Letras pela Universidade de São Paulo.

Respeitado nos círculos acadêmicos, Deonísio é também muito conhecido fora deles – e não é à toa, pois sua página de etimologia na revista “Caras” é sucesso há 20 anos. Além desse trabalho, Deonísio tem uma coluna na Rádio Bandnews Fluminense e vem publicando, ao longo de sua vida, títulos de grande interesse, entre os quais está o best-seller “De Onde Vêm as Palavras”, já na 17ª edição. É autor de 34 livros, em meio aos quais se destacam outras obras voltadas à etimologia (“A Vida Íntima das Frases” e “Palavras de Direito”) e os romances “Lotte & Zweig” (2012), baseado na vida do escritor, poeta e dramaturgo austríaco Stefan Zweig, “Teresa d’Avila” (1997) e “Avante, Soldados: para trás” (2005), romance que recebeu o Prêmio Internacional Casa de las Américas, em júri presidido por nada menos que José Saramago – e o Nobel de Literatura não lhe poupou elogios.

Leia, a seguir, a entrevista com o professor Deonísio da Silva:

Thaís Nicoleti – O senhor esteve no Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa, realizado recentemente em Brasília (nos dias 10, 11 e 12 de setembro). O senhor apresentou uma proposta de revisão do Acordo Ortográfico de 1990? Em que ela consiste?

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senadoNos dias 21 e 22 de Outubro de 2014 foram realizadas no Senado Federal brasileiro duas sessões de um debate “sobre o acordo ortográfico de 1990″.

O Senador Cyro Miranda, presidente da Comissão de Educação, concedeu uma entrevista telefónica à “Rádio Senado”.

Nesta entrevista, da qual gravámos e aqui transcrevemos um excerto, são proferidas algumas afirmações com inegável importância política. Como, por exemplo, que no caso de não vir a haver entendimento entre os “especialistas brasileiros” que agora “discutem” o AO90, “então mais vale enterrar isso de uma vez». Pois que se realize essa excelente profecia, Senador!

Vale a pena ouvir toda esta parte do excerto, a mais suculenta, por assim dizer. Ou a gravação integral no “site” do Senado brasileiro.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

[transcrição]

(pergunta) Qual a expectativa do senhor em relação a esses debates, já que existe, por exemplo, um clamor em alguns sectores de se adiar novamente a implantação definitiva do acordo ortográfico e até de fazer algumas mudanças nesse acordo?

(Cyro Miranda) Olha, é dessas audiências públicas que nós vamos trazer um consenso e depois tem que estar envolvido o MEC, tem que estar envolvida a diplomacia brasileira para um resultado final. Eu não acredito, eu não gostaria mais de ter nenhum tipo de adiamento. Eu gostaria de dizer ‘vamos fazer’ ou ‘não vamos’ ou então enterra-se isso de uma vez. E cada país continua com as suas preocupações e, se tivermos que fazer algumas mudanças, vão ser feitas dentro da nossa realidade. Agora, eu sei que tem duas correntes: uma extremamente oposta da outra, uma conservadora que não quer uma mudança de nada e a outra, que quer fazer uma mudança radical. Então, a gente é obrigado a ouvir todos, isso é democrático (certo?), e daí vão começar a sair as propostas e se são viáveis ou não são viáveis. E p’ra isso temos também os órgãos oficiais, que vão, depois, junto com o consenso de todos, dizer o que é possível e não é possível e se é vantagem também que a gente faça isso.

[/transcrição]

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Os professores António Avelãs e Luís Lobo, ambos membros do Secretariado Nacional da FENPROF, tiveram ontem (21.10.14) a amabilidade de dispor de algum tempo para reunir, na sua sede nacional, com representantes da ILC-AO. Se, por um lado, os professores naturalmente se preocupam em não prejudicar os seus alunos quando estes são obrigados a utilizar o AO nos exames, também é certo que o papel do professor na sociedade não se esgota na sala de aula. Foi nesse sentido que apelámos a estes professores para que a FENPROF, com o seu historial de luta pelos interesses dos professores, reflicta sobre esta questão.

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À semelhança de reuniões anteriores com outras entidades, procurámos relatar um pouco do que tem sido a história  e a génese do AO90 e da sua entrada em vigor em Portugal – uma história de carácter, no mínimo, duvidoso e recheada de meandros pouco recomendáveis, como sabemos – e transmitir o objectivo último desta ILC: revogar essa mesma entrada em vigor no nosso país. Seria excelente se pudéssemos contar com o apoio expresso dos professores e temos a certeza de que tal apenas dignificaria essa nobre profissão.

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Neste artigo, o Maestro António Victorino de Almeida critica o “acordo ortográfico” e o Coordenador do jornal explicita a (o)posição do “Diário de Notícias – Madeira” ao AO90.

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«Victorino D’Almeida homenageado na Madeira elogia Orquestra Clássica, Conservatório e Funchal | DNOTICIAS.PT»
[extracto da notícia]
«Ainda houve tempo para falar do aspecto de ligação da música e a palavra, considerando que “a música ajuda a aprender as línguas”, criticando o acordo ortográfico que faz com que o “espetáculo” tenha um “aspeto”, acentuando ao nível fonético a palavra “espeto”.»[/extracto]

[comentários à notícia]
josé madeira
Por falar em acordo ortográfico… Porque é que o DN escreve de acordo com esse malfadado acordo?… Como é possível, senhor Director (do DN-Madeira)?!!!… Tenha a coragem de dar aqui uma explicação. É uma mancha nos pergaminhos do Diário, que só o empobrece. É uma tontice, como diz o AJJ.
———————————————————————————————————
João
Bom dia sr. josé madeira
Os jornalistas do DIÁRIO escrevem de acordo com o anterior acordo ortográfico.
Penso que deve estar a fazer confusão com o facto de haver, no espaço dedicado à Opinião, opinadores que escrevem, voluntariamente, de acordo com o novo acordo ortográfico.
Grato pela compreensão.
João Filipe Pestana
Coordenador

[Extracto de notícia e reprodução de comentários à mesma em publicação do "Diário de Notícias - Madeira" (versão "online") em 17.10.14.]

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Sigla para Brasil-Portugal Misturados, um trio que faz das rimas lusofonia. Mundo Segundo, Vinicius Terra e Sr. Alfaiate actuam hoje no Musicbox

Uma pós-graduação é das coisas mais úteis que conhecemos. Sobretudo se tiver decorrido há oito anos no Porto, quando um professor brasileiro quis aprofundar o seu conhecimento em português de Portugal. “Era uma curiosidade que tinha, fui professor de língua portuguesa no Brasil durante nove anos, é a minha profissão apesar de hoje já não leccionar mais”, conta-nos Vinicius Terra – esquecemo-nos de referir que o senhor professor se dedicava às rimas depois de assinado o sumário -, elemento chave do trio.

Foi o brasileiro da companhia que tendo passado dois anos no nosso país – onde deu uma série de concertos com Sr. Alfaiate como DJ de serviço – ficou pasmado com a qualidade do rap português. “Voltei para o Brasil com vontade de criar algo que promovesse o intercâmbio entre os dois países. Criei um festival chamado Terra do Rap com essa intenção, para criar um bloco de rap lusófono”. A primeira edição do festival, em 2013 deu ao público brasileiro a possibilidade de assistir a concertos de Mundo Segundo, de Allen Halloween, Sr. Alfaiate, Dama Bete, entre outros. Os BPM – nome que serve o trocadilho de batidas por minuto – apresentaram-se ao público no início de Agosto passado, precisamente na segunda edição do festival. Recue-se uns tempos para perceber a criação de uma formação que nem estava prevista. “Basicamente isto são três sujeitos que gostam do que fazem, estavam ali [Estúdio 2º Piso, de Mundo Segundo, no Porto] num momento de lazer e que começaram a criar. Quando vimos tínhamos uns quatro ou cinco temas, quando voltei para o Brasil decidimos lançar uma música na internet. Surgiu o Projecto BPM, com c, sem acordo ortográfico”, esclarece o rapper, pela lusofonia, mas crítico em relação ao acordo.

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dicionarioamorosoLP«SINOPSE»
«O livro promove uma celebração ao “desacordo” da língua portuguesa. No ano em que mais se discutiu o acordo ortográfico, o brasileiro Marcelo Moutinho e o português Jorge Reis Sá desafiaram 35 autores de língua portuguesa, em quatro diferentes continentes, a escrever sobre suas 35 palavras favoritas. O resultado, aqui publicado, revela uma amorosa diferença no uso do mesmo idioma.»

COQUELUX

«São autores do Brasil, de Portugal, de Angola, de Moçambique e do Timor Leste, e, em cada um deles, a mesma palavra pode assumir formas e significados diferentes.»

«“Justamente para sublinhar essa distinção que depreende da unidade, tornando‐a mais rica, optamos por não obedecer às regras do novo acordo ortográfico”, afirmam os organizadores.»

«O Dicionário Amoroso da Língua Portuguesa é “um dicionário de palavras íntimas”, que fala de amor e amores, entre eles aquele que é dirigido ao peculiar e notável idioma que nos foi legado, o português — sempre mutante e encantador.»
www.marcelomoutinho.com.br (“.pdf”)

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