Marcelo Soriano
Brasileiro, escritor, Engenheiro, Cidadão da Língua Portuguesa.
Apoia a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.
Marcelo Soriano
Brasileiro, escritor, Engenheiro, Cidadão da Língua Portuguesa.
Apoia a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.
O restaurante Pinto’s 2 fica nas arcadas ao fundo da alameda do Casino Estoril, mesmo ao pé da estação dos comboios. Abre às 8 da noite e fecha às 2 da madrugada.
A partir de agora poderá subscrever a ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” também naquele local.
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O embaixador José Cutileiro fala à RDP sobre o “acordo ortográfico”.
«Este último acordo ortográfico é um desastre. De maneira que talvez o actual Governo pudesse pensar em pô-lo de parte.
É uma coisa completamente absurda e só pode ter sido feito por gente que não faz ideia do que é ler ou escrever. Espero que este Governo se lembre de pôr isto de parte.»
Gravação extraída do programa “Visão Global” da RDP – Antena 1 emitido em 25.07.11.
Conferência de Vasco Graça Moura na Galeria Fernando Pessoa (Centro Nacional de Cultura), em 30 de Junho de 2011, sobre o “acordo ortográfico”.
“Playlist” dos videoclips já aqui publicados. Esta sequência fica definitivamente na página “Vídeo”.
Conferência proferida por Vasco Graça Moura a respeito do “acordo ortográfico”, em 30 de Junho de 2011, na Galeria Fernando Pessoa (do Centro Nacional de Cultura), em Lisboa.
Nesta parte da gravação uma estrangeira (italiana?) interroga-se, aliás brilhantemente, sobre o futuro da Língua Portuguesa como “língua segunda” ou, de modo geral, para todas aquelas pessoas que, não sendo nem portuguesas nem dos PALOP nem brasileiras, usam, trabalham ou simplesmente amam o Português-padrão como ele é.
Gravação vídeo por José Ferrão.
Conferência proferida por Vasco Graça Moura a respeito do “acordo ortográfico”, em 30 de Junho de 2011, na Galeria Fernando Pessoa (do Centro Nacional de Cultura), em Lisboa.
Esta parte da gravação contém alguns (outros) trechos da dissertação do orador sobre o “acordo ortográfico” (im)propriamente dito.
Gravação vídeo por José Ferrão.
Conferência proferida por Vasco Graça Moura a respeito do “acordo ortográfico”, em 30 de Junho de 2011, na Galeria Fernando Pessoa (do Centro Nacional de Cultura), em Lisboa.
Nesta parte da gravação alguém questiona sobre o impacto do AO90 no Ensino. Graça Moura responde a essa e a outras perguntas anteriores da assistência.
Gravação vídeo por José Ferrão.
O preço de um atentado clandestino
O Acordo Ortográfico mexe na nossa identidade e nos nossos bolsos. Quanto custa, alguém é capaz de explicar?
Em 2010, o PSD divulgou um documento intitulado Cortar na Despesa, onde, feita a síntese de 15 mil propostas inscritas no seu site com o objectivo de diminuir as despesas do Estado, incluía esta frase (pág. 16): “Outra proposta relevante foi a rejeição do Acordo Ortográfico, de modo a evitar os custos que a sua aplicação imporá ao sector editorial.”
Custos? Que custos? Na verdade ninguém sabe nem, pelos vistos, quer saber. Quando se pergunta, a resposta é: não há estudos. Ou seja, Portugal, o país onde se encomendam estudos por tudo e por nada, não foi capaz de, ate hoje, pedir um estudo credível sobre o assunto. Mesmo com a crise, mesmo com a troika, mesmo com as tais poupanças que o PSD encomendou e que, agora no poder, repensa…
O mais curioso é que não faltam no Governo antigos opositores do AO 90, agora amarrados a uma decisão que parece inabalável, porque escrita no seu próprio programa (pág. 122): “O Governo acompanhará a adopção do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa garantindo que a sua crescente universalização constitua uma oportunidade para colocar a Língua no centro da agenda política, tanto interna como externamente.”
Vem tarde. Externamente, a língua portuguesa já foi reduzida a zero no infame caso das patentes, quando o então governo Sócrates assinou um decreto de adesão ao acordo de Londres, fazendo substituir, quase na totalidade, o português pelo inglês na validação em Portugal do registo europeu de patentes. Por ser hermético para a maioria, passou. José Ribeiro e Castro chamou-lhe, neste jornal, “um atentado clandestino contra a Língua Portuguesa”.
Pois bem: o AO 90 é, também ele, desde há muito, um atentado quase clandestino a que a maioria volta costas por julgar que se trata apenas de mexer numas letras. Não é. O AO 90 mexe na nossa identidade. E nos nossos bolsos.
Quanto custa, alguém explica?
[Transcrição integral (da parte que diz respeito ao AO90) do Editorial do jornal Público de 20.07.11. (texto online disponível só para assinantes do jornal)]]
Nuno Artur Silva fala sobre o “acordo ortográfico” numa entrevista televisiva.
Sem comentários.
[Transcrição]
Por exemplo, falávamos da Língua. É o maior valor patrimonial que Portugal tem. É falar por duzentos e tal milhões de pessoas. É uma coisa que tem um potencial extraordinário. Isto ninguém ‘tá a pensar nisto. Trocou-se o governo anterior, trocou o possível museu da língua por um museu de artesanato. Quando estava tudo montado para se fazer o museu da língua de repente temos um museu do artesanato. Isto é que são medidas de facto que contam.
{Jornalista: e o acordo ortográfico, como é que olha para ele? Já se adaptou ou nem por isso (como professor de português)?}
Não, eu escrevo ainda consoante aquilo que aprendi mas eu acho que o acordo ortográfico é uma coisa que não tem importância, é uma convenção. É assim. Eu vou dizer de outra maneira que pode ser provocatória. Eu acho que nós devíamos escrever todos brasileiro. Porque é a nossa melhor probabilidade de em vez de falar para dez milhões de pessoas falar p’ra duzentos ou trezentos milhões. Isto é. Eu, se for escritor ou se for realizador de cinema ou se for… eu prefiro pensar que vou ter um público potencial de duzentas e tal milhões de pessoas do que ter a escala de dez milhões. Portanto, eu acho que o acordo ortográfico… se calhar foi mal feito… há ali coisas que se calhar não fazem sentido… mas eu diria eu preferia já estar a escrever à brasileira. Eu se escrever um livro adoraria que o meu livro fosse desde logo capaz de chegar a duzentas ou trezentas milhões de pessoas e não apenas a dez. Portanto eu acho que o acordo ortográfico é um acidente de percurso, inevitável, que é a nossa melhor hipótese de futuro, é o Brasil.
[/transcrição]
“Videoclip” recebido por email, sem indicação de proveniência ou quaisquer dados, pelo que não é possível atribuir aqui os créditos da estação emissora, indicações de data e hora da emissão, etc.
No final deste mês começam a chegar às livrarias alguns manuais escolares redigidos já com a nova grafia, estipulada no Acordo Ortográfico (AO). Mas a adopção será gradual e as editoras terão um prazo alargado – até ao ano lectivo 2014-2015 – para concluir o processo de conversão ortográfica. Isso mesmo foi acordado entre o anterior Ministério da Educação, tutelado por Isabel Alçada, e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros nas negociações para a implantação do AO no sistema de ensino.
O Conselho de Ministros aprovou, numa resolução datada de 25 de Janeiro último, a introdução da nova grafia já a partir do próximo ano lectivo, mas a capacidade de resposta do sector editorial exigiu uma aplicação progressiva. Até porque muitos livros escolares podem manter-se por um período máximo de seis anos e a sua reconversão reclamaria um elevado custo financeiro.
Os dois maiores grupos editoriais que publicam obras escolares – a Porto Editora e a Leya – confirmaram ao PÚBLICO que o processo de adopção já teve início, mas será gradual. “A aplicação do AO aos manuais escolares já começou a ser realizada pela Leya e continuará a ser feita, de forma gradual, de acordo com o calendário definido pelo Ministério da Educação”, respondeu por email Susana Almeida, do gabinete de comunicação do grupo que detém, entre outras, as chancelas da Asa, Gailivro e Texto Editores.
Paulo Gonçalves, porta-voz da Porto Editora, deu resposta semelhante, notando ainda que, nas obras lexicográficas, que já obedecem à nova ortografia, a editora optou por manter a grafia actual. “Pensámos que seria a melhor forma de abordar a mudança da ortografia”, explicou.
Questionados sobre os custos resultantes da norma ortográfica, a Leya respondeu: “Informação não disponível.”
Mas Paulo Gonçalves admitiu “um custo relevante”, embora tenha realçado que a Porto Editora “não dramatiza”. Lembrou, porém, que tiveram de financiar a formação interna dos colaboradores e a actualização dos softwares de edição. “Os custos foram suportados pela editora, sem implicação no preço final dos livros, sublinhou.
M.J.O.
[Transcrição integral de artigo publicado em 20.07.11 no jornal Público (pág. 9). (texto online disponível só para assinantes do jornal)]
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