ILC contra o Acordo Ortográfico

Ler, assinar, divulgar

Resultados da Pesquisa em apoia a ilc

A In-Libris, sociedade para a promoção do livro e da cultura, informa desde há muito tempo que o seu site “desrespeita o acordo ortográfico”.

Fá-lo de consciência tranquila, por convicção. Por total respeito à integridade física e moral de todas as palavras — sejam elas primitivas, derivadas (por prefixação ou sufixação) ou compostas (por justaposição ou aglutinação) — e seus elementos constituintes (letras, hífens, acentos, etc.).

Querendo combater o atentado ao pudor que o novo acordo ortográfico representa, a In-Libris declara, assim, publicamente, o seu total apoio à ILC (Iniciativa Legislativa de Cidadãos) Contra o Acordo Ortográfico.

[Citação de entrada na página da “In-Libris” no Facebook. A imagem é uma criação da própria “In-Libris” e está na página principal do seu site institucional.]

O meu nome é María Montes Engenios e sou de nacionalidade espanhola por ter nascido em Salamanca, mas considero-me filha adoptiva do país vizinho, Portugal.

A ligação com Portugal ultrapassa o simples factor geográfico, uma vez que resido a tão só 28 km. da fronteira, supera a relação profissional que tenho com a língua de Camões, pois lecciono PLE em Espanha a alunos entre o 7º e o 12º ano de escolaridade desde 2003, para se fortalecer com um sentimento pátrio muito intenso similar àquele que sinto pelo meu próprio país.

Há muitos anos que estudo português e preocupo-me insistentemente em mostrar aos meus alunos o que é a língua do povo, a língua que os nossos vizinhos falam nas ruas, nas lojas, no trabalho… para chegados a este ponto não saber bem ao certo se aquilo que estou a ensinar é o correcto ou não.

O novo AO de 1990 mexe com a língua e mexe com a própria identidade cultural das pessoas, com a ligação térrea de um povo e com o enfraquecimento de esse sentimento, uma vez que o Acordo veio transformar a língua em detrimento dos interesses económicos.

Lamento verdadeiramente que muitas pessoas das que estão numa situação de impasse não se lembrem de onde vêm e não saibam nem sequer para onde é que isto vai encaminhado.

É com tudo isto que deixo amplamente justificado o meu apoio moral (dado que não posso de outra forma) à ILC contra o Acordo Ortográfico de 1990.

María Montes Engenios, professora e investigadora, não subscreveu a ILC contra o AO90 – apenas por não ter nacionalidade portuguesa – mas apoia-a incondicionalmente.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da ILC pela revogação do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada, que nos enviou, expressamente para o efeito a foto e o texto com nota biográfica.

Nascido em 11 de agosto de 1967, em Santa Maria – RS, Marcelo Melo Soriano é graduado em Engenharia Mecânica (UFSM) e pós-graduado em Engenharia de Produção e Manufatura (UPF). De 1995 a 2002 atuou como redator publicitário e diretor de criação da Usina Bigger Comunicação. Como escritor, é cronista das africanas REVISTA TEMPO e REVISTA LITERATAS (esta última, um projeto da Associação Movimento Literário Kuphaluxa). Soriano participou de obras colaborativas, dentre as quais, no ano de 2010, podem ser destacadas: Revista Cultural Novitas (Vera Cruz/ RS – Brasil); Revista Contra-Corrente (Porto/Portugal); Coletânea @Microcontos (Organização GOLDFARB, J. L. e outros. Rio de Janeiro – Blog Books, 2010;); TOC 140 – Os Cem Melhores Poemas do Prêmio TOC 140, Poesia no Twitter, organizado por Claudia Cordeiro, Antonio Campos – Recife: Carpe Diem Edições e Produções, 2010. 221 p. Fliporto Digital 2010.), sendo, o autor, um dos vencedores do Prêmio TOC 140, com 292.739 votos do público. O autor conta, ainda, com duas obras em fase de pré-lançamento: “Cantopoemas: Sobre Meninos e Pássaros” (Textos Neo-Realistas em co-autoria com a escritora africana Isabel Santos Gil, por Alcance Editores. Moçambique, 2011.); “Frases de Eufrase” (obra autoral pela Editora Armazém da Cultura. Fortaleza / CE / Brasil, 2011.).

[Transcrição parcial]

Marcelo Soriano
Brasileiro, escritor, Engenheiro, Cidadão da Língua Portuguesa.

Não pode subscrevê-la, por não ter nacionalidade portuguesa, mas apoia entusiástica e militantemente a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

Galeria de subscritores, militantes e apoiantes.

Van Luchiari é escritora, poetisa, cantora, compositora, pintora, desenhadora e fotógrafa. Vive em S. Paulo, Brasil.

Música. Compositora de Instrumentos, vozes, palco, luzes, canto, melancolias, pincéis, silêncios, cores, design, asas, cavernas, tintas, fotografia, sinfonias, melodias, rimas, prosa, versos, telas, imaginação, abismos, tempestades, morangos, raios, artes, decoração, mão-na-massa, blogs, poesias, escritos, sonhos, quereres… Observadora de Estrelas, de mãos, de chuvas, de olhos, de almas, de percepções, de profundidades, de Picassos, Matisses, Mirós. Fazedora de artes, encantamentos, balangandãs, sorrisos, drinks… Equilibrista de distâncias, palavras, aprendizados, cristais, ventanias, cordas, pés descalços, nudez, erotismos e baratos afins…

[Transcrição integral de perfil Blogger.]

Não subscreveu, por não ter nacionalidade portuguesa, mas apoia incondicionalmente a ILC contra o AO90.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

Manuela Carneiro

Maria Manuela Carneiro tem dupla nacionalidade, portuguesa e brasileira, nasceu em Braga e vive desde muito nova na cidade de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, Brasil.

Porque nessa sua cidade não existe posto consular de Portugal, não tem registo eleitoral (cartão de eleitor) e só por isso não assinou a ILC contra o “acordo ortográfico”. Com imensa pena sua, é claro, segundo diz, já que o dito “não passa de uma despersonalização forçada de ambas as formas de Língua Portuguesa, a que se usa no Brasil e o Português padrão“.

Participa na campanha pela derrota do AO90, à distância mas sempre presente, através da Internet, seja nos blogs, no Facebook ou no Twitter. E não se inibe, na sua dupla qualidade de Portuguesa e Brasileira, de comentar geralmente de forma cáustica a forma “cobarde” e “bovina” como os seus compatriotas deste lado do Atlântico deixaram que lhes fosse imposto semelhante “shimbalaiê”.

Não subscreveu, por não poder, mas apoia sem reservas a ILC contra o AO90.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

Isabel Osório

Isabel Osório, moçambicana, é professora de Português na Capital de Moçambique, Maputo.

Dedica-se à escrita desde sempre, com um gosto especial pela poesia, pelo que a sua ligação à Língua Portuguesa é não apenas profissional como, e sobretudo, emocional.

Acompanha desde o início a luta contra o acordo ortográfico e participa nela activamente, defendendo, como diz com exactidão e lucidez:

[citação]
As diferentes matizes nacionais da matriz comum do Português, ou seja, o primado da diversidade natural sobre a uniformização forçada”
[/citação]

Não subscreveu, por não ter nacionalidade portuguesa, mas apoia convicta e militantemente a ILC contra o AO90.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

Tomás Rosa Bueno
Tomás Rosa Bueno é brasileiro, nascido em S. Paulo, vive e trabalha em Bariloche, na Argentina.

Tradutor de profissão e cronista por vocação, recusa-se terminantemente a utilizar a nova “norma” imposta pelo “acordo ortográfico” que também no Brasil vai tendo uma cada vez maior contestação.

Visita regularmente Portugal, em especial Lisboa, de onde envia para o mundo as suas (deliciosas) crónicas, que muito graficamente designa como “Diários de Lisboa”.

Sobre o “acordo ortográfico” escreveu, aqui mesmo, entre outras igualmente lúcidas e rigorosas considerações, por exemplo isto:

«O AO é a vitória da mediocridade, é a nivelação por baixo, a imposição de uma “simplicidade” fictícia em nome de uma unificação impossível. É a vitória daqueles que, em Portugal e no Brasil, consideram a língua como mero instrumento de comunicação, no sentido mais chão da palavra, e não como instrumento de cultura.»

Não subscreveu, por não ter nacionalidade portuguesa, mas apoia solidariamente a ILC contra o AO90.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

Rocío Ramos

Rocío Ramos é espanhola, vive e trabalha em Zamora. Nem de propósito, como sabemos, foi em Zamora que foi assinado, em 1143, o Tratado que assinalou a independência de Portugal.

Apaixonada por Portugal e pela Língua Portuguesa, que fala e escreve fluentemente, desloca-se ao nosso país com frequência, onde dá largas à sua outra paixão, a fotografia.

Colabora em iniciativas de divulgação da Língua e da Cultura Portuguesas, em Portugal e em Espanha, tendo inclusivamente traduzido um livro do Português para o Castelhano.

Acompanhou e apoiou desde o início a ILC contra o “acordo ortográfico” e mesmo antes disso já tinha sido uma das fundadoras da página da Causa no Facebook. Em Maio de 2010 deslocou-se expressamente a Portugal para participar numa campanha de recolha de assinaturas para a ILC em plena Baixa de Lisboa.

Não subscreveu, por não ter nacionalidade portuguesa (o que é uma evidente e cruel injustiça), mas apoia incondicional, activa e militantemente a ILC contra o AO90.

Nota: esta publicação foi autorizada pela pessoa visada.

APOIO À ILC CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

Nós, abaixo-assinados, estudantes de língua portuguesa em Espanha, perante a lógica impossibilidade de poder subscrever a Iniciativa Legislativa de Cidadãos por não possuir a nacionalidade portuguesa mas no desejo de colaborar da maneira possível na defesa do Português, APOIAMOS a ILC contra o A090 por considerar que as línguas hão-de evoluir de forma natural conforme a sua utilização pelas pessoas que através delas se comunicam e não por decreto imposto.

Rocío Ramos promoveu na FRAH (Fundação Rei D. Afonso Henriques) e na EOI (Escola Oficial de Idiomas), ambas em Zamora – Espanha, uma recolha de assinaturas de apoio à nossa iniciativa cívica.

No total, são 88 estudantes e uma professora de Língua Portuguesa, todos de nacionalidade espanhola, que assim manifestam publicamente o seu apoio à ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” de 1990.

Como não existem palavras suficientes para agradecer individualmente a cada um destes “nuestros hermanos” por tão extraordinária prova de amor pela Língua Portuguesa, aqui ficam as imagens – que valem cada uma por mil palavras, como sabemos – das suas assinaturas em prol desta Causa.

Páginas: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.

[Os originais das folhas de subscrição foram-nos entregues pessoalmente. Por questões de preservação dos dados pessoais dos cidadãos espanhóis que subscreveram as listas de apoio à ILC, os respectivos nomes, “NIF” e assinaturas foram parcialmente apagados nas imagens digitalizadas dos impressos.]

jornali130713

Os grupos parlamentares do PS e do PSD chegaram a acordo e apresentaram ontem à presidente da Assembleia da República o nome do professor de Direito José Francisco de Faria Costa como candidato ao cargo de provedor de Justiça. Uma nota assinada pelos presidentes das bancadas do PSD, Luís Montenegro, e do PS, Carlos Zorrinho, referia que se trata “de um reputado professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que actualmente exerce as funções de presidente da Direcção do Instituto de Direito Penal Económico e Europeu“.

Os dois partidos tinham-se comprometido a 3 de Julho a apresentar até ontem a sua proposta de candidato a provedor estando a eleição marcada para 24 de Julho, já que o mandato do actual provedor, Alfredo José de Sousa, termina a 15 de Julho.

Além de professor catedrático, José Francisco de Faria Costa é também poeta e escritor, utilizando o pseudónimo de Francisco d’Eulália. Nasceu em 1950, estudou no Porto e em Coimbra e é amigo de Manuel Alegre, tendo apoiado a sua candidatura nas últimas presidenciais. Doutorado em Coimbra com a tese “O Perigo em Direito Penal”, tem ainda uma pós-graduação em Ciências Jurídico-Criminais.

É um opositor assumido do acordo ortográfico, tendo considerado, num artigo publicado juntamente com outro professor de Coimbra, que Portugal “tristemente capitulou perante um patente abastardamento da língua portuguesa”.

FM., com Lusa

[Transcrição integral de notícia do jornal “i” de 13.07.13. “Links” e destaques inseridos por nós.]

Daqui endereçamos, em jeito de calorosa saudação e como público reconhecimento pela sua extraordinária dedicação a esta causa nacional, os nossos mais sinceros parabéns ao Senhor Professor José de Faria Costa, subscritor e apoiante da ILC pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” de 1990.