ILC contra o Acordo Ortográfico

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Resultados da Pesquisa em babbel

babbel

De: Babbel Support
Data: 7 de Agosto de 2014 às 13:31:35 CEST
Para: Rui Faustino
Assunto: Re: Language course
Responder-Para: Babbel Support

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Ticket #1263488 – Language course

Cameron Banks, 07 Aug 13:31:
Hello Rui,

Thank you for your reply and further feedback. I’m sorry to hear that you do not agree with our language classifications.

Your feedback has been duly noted. We always appreciate hearing the opinions of our users and keep these in mind when making changes and improvements to Babbel.

Kind Regards,
Cameron
Babbel Customer Service

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Rui Faustino, 07 Aug 12:06:
Dear sirs,

Thank you for your answer.
Portuguese is an universal language. An idiom should be taught based on what it is, de facto, and not on regional accents. Again, I realize that your argument is based on pure populism and ignorance. One would not teach Texas English because if, than both teacher and school would just be exposed to the utmost academical ridiculous.

With best regards,

Rui Faustino

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No dia 07/08/2014, às 11:35, Babbel Support escreveu:

continue a ler…

O que se segue vem propósito de “post” anterior, em que se denuncia uma empresa localizada na Europa e financiada pela União Europeia que oferece cursos de “brazilian” em vez de “Portuguese” e, ainda por cima, com a bandeira do Brasil a ilustrar a coisa. O autor fez o favor de nos enviar, para divulgação, cópia do seu protesto e a resposta da tal empresa.

Dispensa comentários.


Paulo Rodrigues da Costa, Oct 07 19:37 (CEST):

Prezados srs.,

Haveis de saber que Portugal é a matriz do idioma português. Ou não?… A bandeira brasileira a ilustrar o ensino do português deve ser gozo. Só histriões, como vós certamente sois, haviam de trocar a bandeira portuguesa pela brasileira (mas não trocaram o Union Jack pela bandeira americana no caso do inglês). Ora histriões não ensinam línguas. Pelo menos não cremos que tenham essa capacidade.

Portugal é da União Europeia e é incrível que esta espécie de federação de burocratas financie anedotas como a Babbel.

Sem outro assunto de momento,

Paulo Rodrigues

(Lisboa)

De: Babbel Support <plug_emp(true, ‘=4;emp:zendesk.com;emp:e#40356;emp:babbel;emp:4-6#0*b25a.e13;emp:support+id340340’);“>>

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Ticket #340340 – BRASILEIRO

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Camila Almeida, Oct 09 20:10 (CEST):
Olá Paulo,

Obrigada por entrar em contato com Babbel e por seu comentário.

Os cursos oferecidos pelo Babbel foram desenvolvidos por profissionais qualificados como professores de línguas estrangeiras, linguistas e falantes nativos.
Por trataram-se de cursos de português do Brasil, como consta em nosso site, logicamente as gravações e traduções foram feitas por falantes nativos do Brasil, brasileiros, exatamente para garantir a alta qualidade dos cursos. Da mesma forma, o site optou pelo símbolo da bandeira brasileira.
A escolha pelo português do Brasil ocorreu depois de uma pesquisa feita por Babbel que mostrou interesse maior pelo aprendizado do português do Brasil, do que pelo português falado em Portugal.

De qualquer forma, muito obrigada pela colaboração.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira fazer algum comentário, nos escreva e nós entraremos em contato com você o quanto antes.

Saudações de Berlim
Camila – Time Babbel

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www.babbel.com, “Learn Languages Online”
Lesson Nine GmbH, Bergmannstr. 68, 10961 Berlin; HRB 110215
GF: Lorenz Heine, Markus Witte

Message-Id:FS73S9SE_507468a239e8b_8f912122706522025_sprut

[Nota: o autor enviou cópia da carta à Babbel para o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. (Ainda?) Não obteve qualquer resposta do dito.]

[Imagem gerada em Vistaprint.]


Adenda em 12.10.12, 12:20 h. Troca de respostas subsequente.

—– Original Message —–
From: Paulo Rodrigues da Costa
To:
Cc:
Sent: Wednesday, October 10, 2012 7:55 PM
Subject: RE: BRASILEIRO

Prezada sr.ª Camila,

Não contesto que a Babbel optasse como optou. Menos lídimo é que chame português a uma macarronada, é só. Mas, cada um é para o que nasce…

Passar bem,

Paulo Rodrigues

Lisboa

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De: Babbel Support [mailto:support@babbel.zendesk.com]
Enviada: terça-feira, 9 de Outubro de 2012 19:
Para: Paulo Rodrigues da Costa
Assunto: Re: BRASILEIRO

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Ticket #340340 – BRASILEIRO

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Camila Almeida, Oct 09 20:10 (CEST):

Olá Paulo,

Obrigada por entrar em contato [contacto] com [a] Babbel e por [pelo] seu comentário.

Os cursos oferecidos pelo [por/pela] Babbel foram desenvolvidos por profissionais qualificados como professores de línguas estrangeiras, linguistas e falantes nativos.
Por trataram-se [se tratar] de cursos de português do Brasil, como consta em nosso «site», logicamente as gravações e traduções foram feitas por falantes nativos do Brasil [tupis?], brasileiros [ah! Bom!], exatamente exactamente para garantir a alta qualidade dos cursos. Da mesma forma [*], o «site» optou pelo símbolo da bandeira brasileira. [* «da mesma forma» ou «concomitantemente»? É que, se é «da mesma forma», significa que a opção pela bandeira brasileira é também «para garantir a alta qualidade dos cursos». Provavelmente a bandeira portuguesa já o seria menos, não é verdade!…]
A escolha pelo português do Brasil ocorreu depois de uma pesquisa feita por Babbel que mostrou interesse maior pelo aprendizado [ensino] do português do Brasil, do que pelo português falado em Portugal [basta dizer «português»; sendo o genuíno não carece de lhe apormos nenhum atributo].

De qualquer forma, muito obrigada pela colaboração.

Caso você tenha alguma dúvida ou queira fazer algum comentário, nos escreva e nós entraremos em contato com você [contacto consigo] o quanto antes.

Saudações de Berlim
Camila – Time [Equipa] Babbel

Reprodução da página principal da “Babbel”

Babbel.com recebe financiamento de Berlim e a UE

Cerca de 1 milhão de euros para a expansão da tecnologia e Conteúdo até 2011

Berlim, 20. Outubro de 2009 – Com a ajuda de fundos europeus para o Desenvolvimento Regional (EFRE) e financiamento do Estado de Berlim, Babbel.com vai avançar significativamente seu estilo único de aprendizagem de línguas online. O primeiro passo para a expansão está prevista para novembro de 2009.

Nos próximos anos, a linha de aprendizagem da língua plataforma Babbel.com tem planos para crescer consideravelmente. Com esta intenção, a Lição, baseada em Berlim Nine – a empresa por trás Babbel.com – garantiu o apoio de fundos europeus para o Desenvolvimento Regional (EFRE) e do Estado de Berlim. Estes se dividem dentro do Programa de Berlim para o Avanço da Pesquisa, Inovação e Tecnologia (conhecido como “lucro” por sua sigla em alemão), que é administrado pelo Investitionsbank Berlim. Lição Nove vai implementar o projeto até 2011 e vai complementar com 200.000 euros de fundos próprios.

Babbel.com está disponível on-line desde Janeiro de 2008 em cinco idiomas. No entretanto, que registou cerca de 500.000 usuários de todo o mundo. O material de aprendizagem multi-mídia é reforçada por envolvimento design. Cursos de iniciação, aulas de gramática, exercícios de escrita e funções da comunidade são oferecidos ao lado de pacotes de vocabulário. Lição Nove vai agora expandir maciçamente o seu conteúdo e desenvolver sua tecnologia inovadora, os primeiros resultados do que pode ser visto em novembro de 2009. Várias melhorias e aprimoramentos estão planejados até o início de 2011.

Na União Europeia, com suas fronteiras abertas e moeda compartilhada, as barreiras linguísticas são o obstáculo último a livre comunicação e intercâmbio entre os países membros. Fácil, material flexível e universalmente acessível educacional como os disponíveis em Babbel.com está se tornando cada vez mais importante. Aprender na internet permite um começo muito rápido, e nos avanços enquanto isso o aluno suavemente com porções de fácil digestão. Além disso, não é apenas acessível, mas utilizando as possibilidades da internet, é mais variada e, portanto, mais eficiente. A motivação é, em regra, consistente, e as possibilidades de sucesso a longo prazo são melhores

Em contraste com vários outros plataformas de aprendizagem on-line, Babbel.com é completamente livre de anúncios. A atual equipe de 10 colaboradores e freelancers 19 será financiado através de taxas de utilização. “Queremos concentrar-se no aluno e otimizar o produto para eles, não para os anunciantes”, diz Markus Witte, diretor da Lição Nove. Até agora ganhos Babbel.com ‘s são significativamente menos do que suas despesas. Esta é, contudo, não excepcional no mundo das empresas de internet jovens. Assim como outras empresas, Babbel é financiado pelo chamado capital de risco.

Berlim, 2009/10/20

[Tradução automática Google (para “Português”, dizem eles) de texto disponível no “site” da Babbel. Ler AQUI o texto original em Inglês.]

[Info de Maria José Abranches]

PTBRimagensFBDuo Milano (Itália), visitas turísticas [foto via Facebook*]

PTBRgoogletranslateGoogle Play, dicionário (para telemóveis)

PTBRappannieAPP Annie“, aplicações (dispositivos móveis)

babbelBabbel“, e-learning (ensino a distância)

PTBRduolingDuolingo“, e-learning (ensino a distância) [via “Pearltrees“]

PTBRadobe
Multilizer“, tradutor de documentos PDF

PTBRgoogletranslateGoogle Translate Flags widget for Blogger“, tradução automática para “blogs”

[* Foto da página Facebook “Contra o Aborto Ortográfico, em Imagens“]

Estes são apenas alguns exemplos, é claro, como amostra e para ilustração. Muitos outros casos semelhantes existem por aí; e não apenas na Internet, como se vê na primeira imagem.

Concluímos hoje a transcrição anotada (5.ª parte, ver  1.ª , 2.ª3.ª, 4.ª) do depoimento de José António Pinto Ribeiroadvogadoex-Ministro da Cultura, perante o Grupo de Trabalho parlamentar sobre o AO90 em audição realizada em 23 de Maio de 2013.

A transcrição (de gravação áudio) foi realizada por Hermínia Castro e as anotações, comentários e “links” são da autoria de Maria José Abranches.

logoCECC

 

Por exemplo, política europeia [só agora, 2013, se lembrou de que estamos na Europa, somos europeus e temos uma língua europeia?! Há quem se tenha desde há muito preocupado com isso, pergunte ao Dr. Ribeiro e Castro…], não compreendo que não haja defesa na política europeia de apoio, apoio financeiro, para as línguas partilhadas. [Mais “dinheiro” da Europa? O apoio financeiro pressupõe a existência de um projecto, uma política de língua válida numa perspectiva europeia. Onde está a nossa política de língua? É o AO90, que destrói o português euro-afro-asiático-oceânico, para servir o Brasil?] Não há nenhuma maneira de fazer mais expansão da Europa do que através das línguas. [Já se tinha pensado nisso: “O Parlamento Europeu” (em Outubro de 2006) “chamou a atenção para o facto de algumas línguas da UE, referidas como «línguas europeias de comunicação universal» serem faladas igualmente num grande número de Estados não membros em diferentes continentes; estas línguas são pois uma ponte importante entre os povos e as nações das diferentes regiões do mundo.” (Comunicação da Comissão…, Setembro de 2008)] O português, o francês, o espanhol, o inglês.

Todos esses países, se aprenderem essas línguas querem vir a Lisboa, a Paris, a Madrid, a não sei onde, são os centros, são sempre irradiação de cultura, língua, literatura, de coisa, do português, do espanhol, tudo europeu. Não há dinheiro para as línguas partilhadas? Não há dinheiro para as línguas partilhadas porque a Alemanha [é fácil culpar a Alemanha…], um estado federal, não tem competência de língua, são os estados federados que têm competência de língua e portanto ele não dá dinheiro para se fazer isso, como disse o Neumann ? [Mas há fundos europeus para a Babbel, empresa alemã para o ensino/aprendizagem de línguas que, para o “português”, optou pela bandeira e língua do Brasil http://en.babbel.com/ Tanto faz, não é, segundo os políticos portugueses?!] [Ver https://ilcao.cedilha.net/?p=7765 (*)]

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Bandeira e língua: vicissitudes dos símbolos nacionais

Eu, portuguesa e europeia me confesso: são estas as marcas específicas da minha condição humana. É pois assumindo-as plenamente que posso contribuir para o enriquecimento e a preservação da nossa humana e preciosa diversidade. Posto isto, porque convém não confundir patriotismo com nacionalismo, vamos ao que agora me interessa.

Nas celebrações do 5 de Outubro, como toda a gente sabe, a bandeira nacional foi içada em posição invertida. Segundo li entretanto, isto significa, de acordo com a simbologia militar, que o território está ocupado pelo inimigo. Pobre país, “não há mal que lhe não venha”!… Obviamente que se tratou apenas de um desagradável incidente, mas como “Deus escreve direito por linhas tortas”, talvez pudéssemos ver ali um sinal, uma chamada de atenção, uma mensagem. E não estou a referir-me à crise, nem aos sacrifícios “exigidos” pela Troika, mas ao omnipresente “novo” (de 1990?!) Acordo Ortográfico, um inimigo da nossa língua, traiçoeiramente imposto do interior, com a conivência de todos os poderes instalados, incluindo os media, e o silêncio comprometido, distraído ou indiferente da nossa intelligentsia. Já não se aguenta ver televisão, nem ler uma boa parte dos jornais e revistas nacionais, nem ver o entusiasmo com que as editoras vão profanando os mais veneráveis textos. E isto para não falar das “faturas” que nem apetece pagar, nem das publicidades, nem do “software” que nos mete pela casa dentro, à força, uma mascarada de língua irreconhecível… Portugal está de facto ocupado, invadido, submerso por esta lepra que atacou o Português e pouco a pouco o vai corroendo e mutilando. E para esta desgraça não há bodes expiatórios: a culpa não é da Troika (que nem sabe a colossal despesa pública que isto representa, agora e no futuro…) nem da União Europeia, nem da Sr.ª Merkel! A culpa é só nossa, através dos políticos a quem entregámos os nossos destinos e que se permitem continuar a ignorar-nos.

continue a ler…