ILC contra o Acordo Ortográfico

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TshirtFVistaPrint«Porque é que sendo o PDR um partido novo, que se assume como democrático, se apressa a prestar vassalagem ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), indefensável e nefasto do ponto de vista linguístico – como todos os especialistas ‘independentes’ têm afirmado e demonstrado e como todos os dias podemos verificar, pela verdadeira vandalização da nossa língua que está a promover?

Este AO90 – que foi negociado na sombra, sem nos consultar e sem ter em conta os pareceres dos especialistas, e que o poder político nos tem vindo a impor com toda a prepotência, silenciando a discussão e o debate e recusando atender à forte resistência dos cidadãos – é um crime contra a língua materna dos portugueses e é um crime contra a democracia que recuperámos com o 25 de Abril! Os políticos a quem damos os nossos votos não são ‘donos’ da língua de Portugal!»

[Comentário de Maria José Abranches no “site” de um partido político.]

meuselonAO1—– Original Message —–

From: Maria Abranches
Cc: https://ilcao.cedilha.net/?p=11373

O que me motiva agora é o texto recentemente publicado no sítio “Transparência e Integridade – Associação Cívica“, com o título «CPLP: o consenso da corrupção e do petróleo», que acabo de ler: http://transparencia.pt/?p=2902

É pois neste novo contexto que volto a dirigir-me a essa prestigiada instituição, na esperança de que os últimos desenvolvimentos no âmbito da CPLP tornem mais evidente a gravidade de que se reveste o desrespeito pela língua materna dos portugueses, o Português europeu, que o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” de 1990 (AO90) representa. Talvez os alertas que enviei no ano passado obtenham agora maior eficácia.

Permito-me dirigir agora à “Transparência e Integridade – Associação Cívica” a pergunta e as reflexões que formulei em carta enviada a 10/07/2014 à Directora do jornal “Público”, motivada pelos artigos e recente editorial sobre a questão da adesão da Guiné Equatorial à CPLP:

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meuselonAO1Ex.ma Senhora Directora do jornal “Público”,

Começo por lhe manifestar, mais uma vez, a minha admiração e o meu reconhecimento pela inteligência, firmeza, coragem e perseverança com que o “Público” assumiu e inequivocamente mantém a defesa do Português europeu, rejeitando e condenando o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” de 1990.

Esta carta vem a propósito das últimas notícias divulgadas por esse jornal relativamente à adesão da Guiné Equatorial à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Fica desde já a pergunta: o que é que a Guiné Equatorial tem que ver com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90), um dos fundamentos da Comunidade (ver citação abaixo), congeminado pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia das Ciências de Lisboa, na sequência de uma longa ‘guerra’ ortográfica entre académicos de Portugal e do Brasil, com início em 1907, quando o Brasil fez unilateralmente a sua reforma ortográfica?

Partindo da reflexão que me foi sugerida pelo Editorial de 06/07/2014, eu diria que, para a CPLP, uma organização cada vez mais abertamente de “conteúdo económico”, de facto “negócios são negócios”, como em tempos disse o brasileiro Celso Amorim. E o modo como a própria língua portuguesa, bandeira de fachada dessa instituição, tem vindo a ser usada e manipulada, negando a sua autenticidade e diversidade, pela imposição do pretensamente “unificador” AO90, é disso testemunho irrefutável. A propósito, recordemos as delirantes declarações de Pinto Ribeiro, Ministro da Cultura de José Sócrates, em São Paulo, a 10 de Junho de 2008: Façamos mais de duzentos milhões de grandes patriotas cultos e espalhemos pelo mundo esse modelo plural e heterónomo de ser e este modelo de xenofilia, de integração pela língua e pela cultura tolerantes e acolhedoras. (Lusa)

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meuselonAO1—– Original Message —–
From: Maria Abranches
To: Associação 25 de Abril
Cc:
Sent: Friday, April 18, 2014 11:50 PM
Subject: 25 de Abril!

Carta aberta à Associação 25 de Abril

«Não haverá democracia se o povo não for composto de verdadeiros cidadãos agindo permanentemente enquanto tais». (Pierre Mendès France)

Ex.mo Senhor Presidente,

Atendendo a que foi o 25 de Abril de 1974 que abriu a Portugal as portas da democracia, e considerando também que a democracia é um projecto em construção permanente em que todos nós, cidadãos, somos chamados a intervir:

– quero, por ocasião do 40º aniversário do 25 de Abril, exprimir pública e pessoalmente, o meu imenso reconhecimento e a minha profunda admiração aos militares que, quer pela sua determinação corajosa e firme, quer pela sua serena contenção, fizeram acontecer “o dia inicial inteiro e limpo” (Sophia), por que tantos de nós há muito esperávamos;

– quero também associar-me à homenagem a Salgueiro Maia e a todos os militares de Abril, que a A25A vai promover neste 25 de Abril de 2014;

– quero ainda agradecer à A25A pelo seu empenho persistente no cumprimento do “dever de memória”, contribuindo assim para que os portugueses, mais velhos e mais novos, não esqueçam ou não desconheçam este acontecimento capital, único e exemplar da nossa História recente.

No exercício da minha cidadania, gostaria também de chamar a atenção da A25A para a destruição da língua de Portugal – a nossa maior e mais valiosa herança cultural e identitária – que está a ser perpetrada com a imposição ao país do indefensável Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), num processo que nada tem de democrático:

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada (Sophia)

Permito-me enviar em anexo alguns dos textos que já escrevi sobre este assunto, que há anos me preocupa sobremaneira. Como estes textos já estão publicados no sítio da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, https://ilcao.cedilha.net/ (que subscrevi, tenho divulgado e para a qual tenho recolhido assinaturas), envio também os links para essas publicações:

“Coragem, Portugal”: https://ilcao.cedilha.net/?p=12101
“A Herança”: https://ilcao.cedilha.net/?p=6272
“Bandeira e língua”: https://ilcao.cedilha.net/?p=7890

Deixo também o link para uma mensagem que enviei ao Grupo de Trabalho da Assembleia da República sobre o AO90: https://ilcao.cedilha.net/?p=10075

Dou de novo a palavra a Sophia de Mello Breyner Andresen:

A PALAVRA

Heraclito de Epheso diz:
«O pior de todos os males seria
A morte da palavra»

Diz o provérbio do Malinké.
«Um homem pode enganar-se em sua parte de alimento
Mas não pode
Enganar-se na sua parte de palavra»

E termino, com os meus respeitosos cumprimentos e agradecendo a atenção dispensada,

Maria José Abranches Gonçalves dos Santos

meuselonAO1—– Original Message —–
From: Maria Abranches
To:
Cc:
Sent: Tuesday, March 25, 2014 5:37 PM
Subject: Ortografia do Português europeu

Ex.mos Senhores,

Descobri há pouco tempo o “Notícias ao Minuto”, que saudei como uma iniciativa útil e prática. Constato, no entanto, que de dia para dia tem vindo a ser infestado pela ortografia proposta pelo Acordo Ortográfico de 1990 (AO90). Condeno este Acordo desde que o conheço, ou seja, desde a sua publicação no Diário da República, em 23.08.1991. Tenho acompanhado a luta de todos aqueles que contra ele se têm insurgido e que o poder político (e mediático) se tem permitido ignorar.

Subscrevi a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico (Ilcao), que tenho procurado divulgar e para a qual tenho recolhido assinaturas. Por toda a parte tenho encontrado uma forte oposição dos portugueses a esta “vandalização” da nossa língua materna, feita em nome de interesses obscuros, e imposta ao país com total desrespeito pelos mais elementares princípios democráticos.

Porque, em democracia, todos somos responsáveis, escrevi já vários textos contra o AO90, alguns publicados em jornais, mas que tive o cuidado de enviar à ILC acima referida, para publicação. Permito-me enviar-lhes o ‘link’ para um desses textos (“A Herança”), bastante exaustivo e esclarecedor sobre o assunto em questão, esperando assim contribuir para uma reflexão mais séria e consciente sobre o que está verdadeiramente em causa: https://ilcao.cedilha.net/?p=6272

Agradecendo e esperando que acusem a recepção desta minha mensagem, subscrevo-me, com os meus cumprimentos,

Maria José Abranches Gonçalves dos Santos

meuselonAO1Jactância, megalomania, cupidez, prepotência, hipocrisia, estupidez, servilismo, cobardia, saloiice, seguidismo, ignorância, incúria, preguiça… ‘em nossa perdição se conjuraram’; mas nem tanto era preciso, pois a estupidez, a saloiice, a preguiça e a cobardia bastariam para explicar o entusiasmo da nossa classe dominante – política, intelectual, cultural, universitária, jornalística, editorial e até empresarial – pelo Acordo Ortográfico de 1990!

Estupidez – Nenhum acordo ortográfico pode “unificar” o que a evolução natural da língua portuguesa, em espaços geográfica, social e culturalmente diferentes (designadamente Portugal e Brasil), fez divergir de modo irreversível; o Português é uma língua internacional há muito tempo e não precisou de nenhum acordo ortográfico para isso; ainda que fosse possível “unificar” a ortografia, haveria sempre que optar pela norma linguística portuguesa ou brasileira, com características lexicais, morfológicas, sintácticas e fonético-fonológicas próprias, o que os defensores do AO90 se esforçam por escamotear; acreditar que o número de falantes de uma língua, no mesmo país (por oposição à sua extensão planetária) é determinante para o seu prestígio internacional é insano e, no entanto, esse ‘grande’ argumento foi esgrimido pelo Ministro da Cultura de José Sócrates, José António Pinto Ribeiro, grande ‘acelerador’ da aplicação do AO90 em Portugal: “E eles [os brasileiros] eram apenas 70 milhões em 1960. De 1960 para 2008 triplicaram, e isso significa fazer 130 milhões de falantes do português, mais do que nós fizemos em todo o nosso passado.” (“Público”, 04/02/2009); conceber uma “política” de língua nacional e internacional com base nestes pressupostos quantitativos é indigente; desconhecer que Portugal é o único país da CPLP onde ‘todos’ os habitantes (100%) falam realmente e há séculos o português, sendo também agora muito mais alfabetizados, é idiota; fingir ignorar que o AO90, feito à medida do Brasil, serve apenas e intencionalmente a expansão do português brasileiro, nomeadamente nos países de língua oficial portuguesa, é ardil que só engana os tolos.

O AO90 promoverá – e entre nós isso é cada vez mais evidente – a instabilidade ortográfica, em todo o universo da norma euro-afro-asiático-oceânica, que gozava há décadas da uniformidade possível, tendo em conta ligeiras e enriquecedoras variantes regionais; entregar ao Brasil este extenso universo linguístico – criado ao longo da nossa História comum e que tínhamos à mão para trabalhar, em cooperação com os cidadãos, as entidades e os países interessados – não será, até em termos económicos, culturais e sociais, uma estupidez? E impor o AO90, sem discussão prévia, naquela postura soberba de quem nunca tem dúvidas, recusando ouvir os outros, simples cidadãos ou especialistas, não será também, além dum atropelo à democracia, simplesmente estupidez?

Saloiice – O que ‘eles’ dizem: o AO90 é necessário porque “a língua evolui” (“evolução” esta profetizada há mais de 23 anos!…), quando a “evolução” da língua, como já vimos, é contrária à pretensa “unificação” ortográfica; é “moderno” escrever assim e a “moda” é um valor supremo, só os “retrógrados” e “antiquados”, “Velhos do Restelo” se opõem; ser “progressista” é ser a favor da “mudança”, só pela “mudança”; as novas tecnologias exigem a “simplificação” da língua, há que viver com os novos tempos; o Brasil é rico, um país de futuro, uma economia emergente, há que aproveitar a boleia desse grande país, caso contrário a nossa língua ficará um dialecto esquecido ou uma língua morta, como o Latim; sempre na vanguarda do “progresso”, há que introduzir urgentemente no ensino a “nova” ortografia, assim como as mais recentes novidades linguísticas, como a TLEBS** e o Dicionário Terminológico, tudo com a bênção ‘esmagadora’ do MEC e da APP, entre outros, e a aceitação entusiástica de associações de Pais e Professores.

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faceless_kelly-alexandreQue país sem rosto é este? Que destino colectivo estamos a fabricar? TUDO é vendável, transaccionável, privatizável, manipulável?!

Que povo somos nós, se o destino do Português – a língua que a nossa História forjou, que nos identifica, define e estrutura – nos é indiferente?!

E que povo somos nós, se assistimos sem revolta à invasão do nosso país pelo Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), aceitando passivamente que ele avance, soberbo, como inimigo em território conquistado?!

E, perante esta situação, vamos, mais uma vez, participar em eleições em que os políticos ostensivamente continuam a ignorar este assunto, comportando-se como “donos” absolutos da língua de Portugal?!!! Alguém de entre os candidatos levantou publicamente a questão do AO90, mostrando ao menos prudência e consideração pelos cidadãos e pelo bem comum que devem respeitar? Leiam os folhetos da propaganda eleitoral para as autárquicas, visitem na Internet os sítios das diversas candidaturas: ainda não foram eleitos, mas “iluminados”, “progressistas”, “modernos” e “globais”, já [adutaram] o AO90!

De que estamos à espera para, de uma vez por todas, expulsarmos os vendilhões que nos querem negociar a língua, falsificando-a e roubando no peso – umas consoantes etimológicas por aqui, mais uns acentos, hífenes e maiúsculas por ali – à boa maneira nacional (os clientes nem se apercebem e dá muito dinheiro!…)?

«Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras

«Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada (…)»

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Leram? Entenderam? Ou a Cultura só funciona no horário de expediente?

Para concluir, recordemos as palavras cruas e realistas, afinal sempre actuais, de Jorge de Sena (in “A Portugal”):

« (…)
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
(…)
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato; (…) »

Pior ainda é ser-se uma terra em que a classe dominante – política, intelectual, cultural, universitária – “assina a merda” a própria língua!

Maria José Abranches

[Transcrição de comentário da autoria de Maria José Abranches neste mesmo”site”.]
[Imagem: “faceless” de Kelly Alexandre (flickr)]

GTAO90participe1

Ex.mos Senhores Deputados,

“… melhor é duvidar que sandiamente determinar.” (D. Duarte, O Leal Conselheiro)

Começo por agradecer: ao grupo parlamentar do PCP, pela iniciativa de propor na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, a criação de um grupo de trabalho para reflectir sobre o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90); à referida Comissão e ao seu Presidente, pela aceitação unânime desta proposta; ao Grupo de Trabalho pela sua disponibilidade para esta missão.

Mais vale tarde do que nunca, diz o ditado! Efectivamente este debate já devia ter acontecido há muito, se o poder político estivesse atento ao sentir da população que representa e que maioritariamente considera este AO90 como um ultraje e uma expropriação de um bem patrimonial e identitário que dá sentido à sua vida. Porque é infelizmente preciso lembrar que somos um povo com História e língua próprias, um país constitucionalmente democrático, e que a democracia é um projecto permanentemente em construção, aberto, responsável e transparente, pelo que não se esgota no acto eleitoral, e muito menos nos objectivos secretos dos partidos.

Neste preciso momento, estamos todos a escrever uma página decisiva e indelével da História do nosso país. O que está em causa é a língua de Portugal, a língua materna dos portugueses, que aqui surgiu, que nós herdámos e que vem de longe, fruto das vivências e dos saberes dos nossos antepassados, e que temos a obrigação inalienável de transmitir aos vindouros, preservada na sua integridade que nos estrutura, embora enriquecida com a nossa experiência da vida e do mundo.

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Bandeira e língua: vicissitudes dos símbolos nacionais

Eu, portuguesa e europeia me confesso: são estas as marcas específicas da minha condição humana. É pois assumindo-as plenamente que posso contribuir para o enriquecimento e a preservação da nossa humana e preciosa diversidade. Posto isto, porque convém não confundir patriotismo com nacionalismo, vamos ao que agora me interessa.

Nas celebrações do 5 de Outubro, como toda a gente sabe, a bandeira nacional foi içada em posição invertida. Segundo li entretanto, isto significa, de acordo com a simbologia militar, que o território está ocupado pelo inimigo. Pobre país, “não há mal que lhe não venha”!… Obviamente que se tratou apenas de um desagradável incidente, mas como “Deus escreve direito por linhas tortas”, talvez pudéssemos ver ali um sinal, uma chamada de atenção, uma mensagem. E não estou a referir-me à crise, nem aos sacrifícios “exigidos” pela Troika, mas ao omnipresente “novo” (de 1990?!) Acordo Ortográfico, um inimigo da nossa língua, traiçoeiramente imposto do interior, com a conivência de todos os poderes instalados, incluindo os media, e o silêncio comprometido, distraído ou indiferente da nossa intelligentsia. Já não se aguenta ver televisão, nem ler uma boa parte dos jornais e revistas nacionais, nem ver o entusiasmo com que as editoras vão profanando os mais veneráveis textos. E isto para não falar das “faturas” que nem apetece pagar, nem das publicidades, nem do “software” que nos mete pela casa dentro, à força, uma mascarada de língua irreconhecível… Portugal está de facto ocupado, invadido, submerso por esta lepra que atacou o Português e pouco a pouco o vai corroendo e mutilando. E para esta desgraça não há bodes expiatórios: a culpa não é da Troika (que nem sabe a colossal despesa pública que isto representa, agora e no futuro…) nem da União Europeia, nem da Sr.ª Merkel! A culpa é só nossa, através dos políticos a quem entregámos os nossos destinos e que se permitem continuar a ignorar-nos.

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Caros amigos e companheiros de luta,

Só há uma solução: assaltemos e pressionemos os políticos, todos e em todos os órgãos de soberania, a começar pelas autarquias e pela Assembleia da República. Nesta democracia de opereta, todos os nossos eleitos, de todos os partidos, quando chegam ao poder, sentem-se autorizados a ignorar-nos e a decidir por conta própria e segundo os seus interesses e os dos amigos. Os resultados deste entendimento da política e da democracia estão à vista, a todos os níveis!

Pois façamos sentir a esses senhores que escusam de contar com o nosso voto enquanto não adoptarem, assumida, concreta e imediatamente, nos seus pelouros e capelinhas a rejeição do AO90. Veja-se o exemplo do Presidente da Câmara da Covilhã e do Dr. Vasco Graça Moura, no CCB, já aqui referidos. Note-se também que ambos subscreveram esta ILC. Ainda há portugueses em Portugal!

Não vale a pena lastimarmo-nos, é preciso “agir”! É uma questão de sobrevivência nacional! E não foi a “troika” que exigiu o AO90, foram os nossos “esclarecidos” políticos que o negociaram e no-lo impuseram!

Deixo um apelo especial aos pais e encarregados de educação: acham mesmo aceitável o que andam a fazer nas escolas com os vossos filhos e educandos? Se foram capazes de reagir a propósito dos exames do 12º ano, porque não reagem para defender o Português de Portugal, a língua dos vossos filhos? No futuro, serão obrigados a falar e escrever “brasileiro” para arranjar emprego, bolsas de estudo, estágios, etc., por esse mundo fora? Subalternizando a nossa língua nacional, que futuro lhes estamos a preparar? “Acordai”!

[Transcrição de comentário da autoria de Maria José Abranches neste mesmo”site”.]