logobadge1Cumpre-nos esclarecer cabalmente uma questão que tem vindo a originar um sem-número de mal-entendidos e que tem, inclusivamente, vindo a ser utilizada para tentar denegrir esta iniciativa. Em Janeiro do ano passado, na primeira audiência do GT AO90, o Dr. Paulo Jorge Assunção, respondendo à pergunta da Senhora Deputada Rosa Arezes relativamente ao número de assinaturas já recolhidas pela nossa iniciativa, disse o seguinte:

“As assinaturas são muitas. Ocupam muito espaço, começa a ser difícil… Mas não as contámos. Estamos com a esperança de ter uma agradável surpresa quando as contarmos, a de exceder largamente aquilo que é necessário, mas sinceramente não as contámos ainda. Os caixotes vão-se somando.”

Como é sabido, e foi a opção tomada desde o primeiro momento e até agora pelos motivos já sobejamente explicados, esse número não é público. Não é verdade, contudo, que não seja conhecido pelos responsáveis pela iniciativa. As assinaturas vão sendo contadas, como é evidente, à medida que chegam. Nem se conceberia que fosse de outra forma. O Dr. Paulo Jorge Assunção, não querendo, certamente, ser indelicado para com a Senhora Deputada, optou por responder desta forma. É certo que as suas palavras transmitiram uma ideia que não corresponde à realidade. Tendo de improvisar, por vezes acontece (recordamos, de resto, que estava bastante adoentado nesse dia e foi só pela sua dedicação à Causa que fez o esforço de estar presente). Mas vimos, desta forma, e de uma vez por todas, desfazer esse engano. Compreendemos perfeitamente que as pessoas possam ter achado que essa resposta não foi adequada. Já não compreendemos tão bem é que essa questão tenha sido empolada para além do razoável, sobretudo por parte de pessoas que sabem perfeitamente que as assinaturas sempre foram contadas conforme nos vão chegando. Compreendemos também, evidentemente, a exasperação de todos aqueles que, como nós, gostariam que já tivesse sido atingido o número necessário de subscrições para a ILC poder ser entregue no Parlamento. Temos, contudo, alguma dificuldade em compreender que sejam propositada e sistematicamente lançadas dúvidas quanto à credibilidade desta iniciativa, nomeadamente por pessoas que dizem querer acabar com o AO90. Sugeríamos, portanto, que as energias gastas com este não-assunto fossem antes dirigidas ao combate contra o AO90. Seria infinitamente mais útil.

[A publicação deste “post”, redigido em Agosto de 2013, foi adiada até que houvesse resultados do GT AO. As únicas alterações  ao texto original consistiram na introdução do 1.º “link” da frase inicial e na referência ao mês de Janeiro.]