ILC contra o Acordo Ortográfico

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Resultados da Pesquisa em roque dias

JRDNatal2014

Composição da autoria de João Roque Dias. Publicada na página do grupo Facebook “Acordo Ortográfico Não!” em 22.12.14.

FB_logoA TRISTE ANEDOTA DA ORTOGRAFIA EM PORTUGAL

No ponto 7 da Resolução n.º 8/2011 do Conselho de Ministros (que pôs em marcha o aborto ortográfico em Portugal) lê-se:

«Determinar a criação de uma rede de pontos focais para acompanhamento da aplicação do Acordo Ortográfico composta por um representante nomeado por despacho do membro do Governo responsável pela área dos negócios estrangeiros, das finanças, do procedimento legislativo, da educação, do ensino superior, da cultura e dos assuntos parlamentares.»

TRÊS ANOS DEPOIS:

1. Alguém conhece UM despacho com estas nomeações?
2. Alguém conhece o nome dos “focalistas ortográficos”?
3. A Academia das Ciências já se insurgiu contra isto?
4. Cavaco (que gosta de encher a boca com a Língua Portuguesa) já chamou alguém a Belém?
5. Os deputados já fizeram alguma coisa?
6. O ILTEC já começou aos gritos?
7. A Edviges já começou à estalada (a mesma que achava que os alunos fossem prontamente punidos se não escrevessem acordês)?
8. Malaca já falou sobre isto?
9. Os acordistas já se desgrenharam todos?
10. O cibercoiso já rasgou as vestes?

Até quando iremos ver o Estado a gozar com a ‘res publica’ e com todos nós?

[Transcrição integral de um “post” no grupo Facebook “Acordo Ortográfico Não“, da autoria de João Roque Dias, publicado em 06.08.14. “Links” acrescentados por nós.]

18.05.14. Nota: a sequência de imagens pode agora ser vista, na íntegra, no “site” da ILC AO. “Click” AQUI.

JRDCholdraact

A CHOLDRA ORTOGRÁFICA EM PORTUGAL
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Nova edição! Ainda com mais choldra.

Atenção: ficheiro com 140 MB (porque a choldra também é grande, e muita!)
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https://www.dropbox.com/s/31ys6266i7natqq/JRD_AO_CHOLDRA_ORTOGRAFICA.pdf

João Roque Dias

[Reprodução de “post” publicado por João Roque Dias no grupo “Acordo Ortográfico Não!” (Facebook).]

Ver mais sobre a “choldra” AQUI.

JRDtxtlogo

CHINESICES, PRINCÍPIOS E VALORES (E TRAPAÇAS)

E porque é fundamental assinar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico

João Roque Dias, CT

8 de Abril de 2013

Avante, mesmo com imprecisões, erros e ambiguidades, dizem eles

Está para nascer um acordista que não aponte ao acordo ortográfico (AO90) «imprecisões, erros e ambiguidades». A começar, e à cabeça, pelo principal autor do Disparate pela parte portuguesa, Malaca Casteleiro, quando subscreveu, em 2008, o manifesto de Evanildo Bechara, o acordista-mor brasileiro, — “Considerações em torno do Manifesto-Petição dirigido ao senhor Presidente da República e aos Membros da Assembleia da República contra o Novo Acordo Ortográfico de 1990” —, divulgado durante o 3.º Encontro Açoriano da Lusofonia, no qual se pode ler:

«Só num ponto concordamos, em parte, com os termos do Manifesto-Petição quando declara que o Acordo não tem condições para servir de base a uma proposta normativa, contendo imprecisões, erros e ambiguidades».

Agora, que na Assembleia da República foi constituído um Grupo de Trabalho para analisar a aplicação [sic] do acordo ortográfico, devemos perguntar aos nossos Deputados que loucura lhes passou pela cabeça para votar favoravelmente o Segundo Protocolo Modificativo do AO90, perante uma declaração deste teor? Não lhes bastou – aos Deputados e ao Presidente da República – terem ignorado TODOS os pareceres qualificados que receberam sobre o Disparate, e ignorarem também mais esta verdadeira certidão de óbito, emitida – pasme-se! – pelos autores do próprio óbito!

A este Grupo de Trabalho, apresentou o ILTEC um ”parecer” onde se lê:

«O ILTEC é crítico em relação ao AOLP90, mas opõe-se a qualquer retrocesso na sua aplicação. (…) O ILTEC tem, como não poderia deixar de ser, uma postura crítica sobre o AOLP90. (…) O AOLP90 não permite criar, por si só, traduções únicas para o português. Nenhuma alteração à ortografia o poderia permitir. (…)»

No entanto, Malaca Casteleiro, pai do Disparate, afirma prazenteiro, mas mentindo:

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[Entrevista de João Roque Dias ao semanário “O Diabo“, edição de 26.02.13.]

“O Acordo Ortográfico é um monstro de que ninguém quer assumir a paternidade”

João Roque Dias é tradutor certificado pela Associação Americana de Tradutores e uma das figuras que se tem destacado no combate contra o famigerado Acordo Ortográfico (AO), nomeadamente na internet, denunciando o caos ortográfico que este gerou.
O DIABO entrevistou-o.
DUARTE BRANQUINHO

Em que é que o Acordo Ortográfico (AO) alterou a área da tradução?
Para mim, pessoalmente, nada! Trabalho exclusivamente com empresas estrangeiras e, até hoje, nenhuma me pediu para traduzir utilizando a ortografia do AO de 1990. Se alguma me pedir, enviar-lhe-ei um texto já preparado, em que expresso alguns factos (para eles desconhecidos), nomeadamente o da falta de um vocabulário ortográfico comum (exigido pelo art.º 2 do AO, depois declarado inexistente pelo 1.º Protocolo Modificativo e, mais recentemente, declarado em preparação até 2014) e as discrepâncias ortográficas entre os vocabulários existentes. Cabe aqui perguntar para quê fazer, agora, um vocabulário comum, se 1.º Protocolo Modificativo diz que o tal vocabulário tinha deixado de existir, através de uma enviesada e trapaceira citação do texto original? No entanto, não tenhamos dúvidas, algumas empresas (de tradução e não só) sem escrúpulos tentarão obter uma tradução no Brasil (por ser mais barata) e utilizá-la, sem qualquer edição, em Portugal ou nos restantes países da CPLP. O resultado será o que já conhecemos hoje: não é possível, porque as principais diferenças entre o português euroa-fro-asiático e o português brasileiro não são ortográficas, mas lexicais e semânticas. E para essas, não há acordo que lhes possa valer.

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Excerto da intervenção de João Roque Dias na audiência concedida pelo Grupo de Trabalho parlamentar sobre o AO90 em 21 de Fevereiro de 2013.

[audio: https://ilcao.cedilha.net/imagens/GTAO90210213JRD.mp3]

Esta gravação é parte da que foi disponibilizada pelos serviços parlamentares e que pode ser ouvida na íntegra através da página daquela audiência específica, no “site” da A.R.

[Fotografia de imagem de emissão em directo da TVI, obtida e publicada originalmente por João Roque Dias.]

[Ver AQUI a série completa “A Cholda Ortográfica em Portugal”, um trabalho (contínuo e continuado) de João Roque Dias.]

Um trabalho de João Roque Dias.

«Entre o português utilizado (pela fala e pela escrita) em Portugal e o português utilizado (pela fala e pela escrita) no Brasil, as diferenças mais insignificantes são as ortográficas: nunca as consoantes mudas – é bom não esquecer que o acordo foi fabricado para acabar com esta diferença ortográfica entre Portugal e o Brasil – impossibilitaram a compreensão de qualquer texto.

As maiores diferenças – as que impedem frequentemente uma compreensão natural e escorreita da língua escrita pelos falantes da outra norma – residem no modo como são utilizados o léxico e a gramática. São estas diferenças que inviabilizam em termos práticos a utilização em Portugal das traduções feitas por brasileiros ou a utilização no Brasil das traduções feitas por portugueses. Refiro-me aqui, exclusivamente, às traduções de textos especializados (os linguistas chamam-lhes textos pragmáticos) necessários à vida dos cidadãos, das empresas e das organizações públicas, como a tradução de literatura técnica diversa ou de outras áreas, como o direito, a economia, a medicina, etc.

Esta inviabilidade é pacificamente aceite, há já muitos anos, pela indústria das línguas: tradução para Portugal e os países africanos-asiáticos-oceânicos de língua portuguesa é para ser feita por tradutores portugueses ou dos respectivos países e tradução para o Brasil é necessariamente para ser feita por tradutores brasileiros.

Subverter este princípio básico é abrir a porta ao disparate grosso e abundam os exemplos quando tal aconteceu. Por uma estranha extensão deste conceito, já cristalizado em todo o mundo, os clientes de tradução pedem-nos também traduções em português cabo-verdiano, angolano, moçambicano, timorense, etc. Os mais espertos (bem…é só fazer as contas…) pedem-nos até traduções redigidas num português “universal” ou “internacional”, para permitir a sua utilização directa, i.e., sem qualquer adaptação, do Minho a Timor com passagem pelo Brasil!

Os acordistas, defensores do “português universal e expandido”, que o escrevam! Não irão faltar trapaceiros que lhes comprem o serviço, desde que seja a pataco! Faltarão, isso sim, é pessoas que o consigam ler com proveito!»

João Roque Dias (http://www.facebook.com/roquedias)

Isabel Baptista (http://www.facebook.com/isaklok)
Nota posterior à publicação deste “post” 1: o verdadeiro autor deste texto, João Roque Dias, alertou-nos para o facto de o mesmo ter sido copiado e colado, vulgo plagiado, pela pessoa cujo nome agora aparece aqui riscado.

[comentário em http://www.causes.com/causes/220084-n-o-queremos-o-acordo-ortogr-fico.

Nota posterior à publicação deste “post” 2: o autor deste “post” foi induzido em erro pela autora do “comentário” referido, o qual afinal não passava de uma cópia de parte de um texto da autoria de João Roque Dias publicado em 18.06.08, conforme se pode verificar AQUI. Ao verdadeiro autor devo apresentar as minhas desculpas por não ter verificado a genuinidade da autoria antes de publicar.

Inserção de parágrafos, destaques e sublinhados nossos.
Imagem de Digital Productions (GlobeRed).]

QUE GENTE É ESTA, em 1945, com o mundo em guerra a contar os cadáveres da barbárie nazi e das bombas atómicas de Hiroxima e Nagasaki, que se entretém, entre Lisboa e o Rio de Janeiro, a cortar umas consoantes aqui, e uns acentos ali?

QUE GENTE É ESTA, em 1986, com o mundo em profunda mudança, Portugal e a Espanha a aderir à CEE, Duvalier a ser corrido do Haiti, Marcos a ser expulso das Filipinas, os mortos a gritar em Bhopal e em Chernobyl, que continua a entreter-se com as consoantes “mudas” portuguesas, incómodas para o Brasil? E cujo entretenimento foi rejeitado pela reacção da opinião pública portuguesa?

QUE GENTE É ESTA, em 1990, com Noriega a render-se na Nicarágua, os comunistas jugoslavos a ficarem sem o seu poder de 45 anos, a União Soviética a desmembrar-se a passo acelerado, Nelson Mandela a ser libertado na África do Sul, Saddam Hussein a invadir o Kuwait, as Alemanhas a reunificarem-se e Lech Walesa a ser eleito presidente da Polónia, que prepara afadigadamente as bases de um acordo “multilateral” para eliminar as “teimosas” consoantes “mudas” portuguesas, histórico empecilho à afirmação internacional da ortografia brasileira, agora incomodada pela entrada do português euro-afro-asiático-oceânico pela porta grande da Comunidade Europeia e logo com estatuto de língua oficial?

QUE GENTE É ESTA, em 1990, a 12 de Outubro, na Academia das Ciências de Lisboa, que insiste em ser assinado um acordo ortográfico da língua portuguesa (AO) que, do lado português, congregou apenas ferozes críticas por todas as instituições e especialistas científicos?
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