ILC contra o Acordo Ortográfico

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Resultados da Pesquisa em subscreveu a ilc

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«Imigrei para o Brasil com 18 anos. Primeiro para o Rio depois para S. Paulo, onde vivo desde o começo de 1959. Fiz carreira como Director de Arte. No começo em pequenas Agências de Publicidade, e depois, durante alguns anos, trabalhei na Editora Abril. Mais tarde, consegui entrar em algumas das maiores agências de Propaganda Brasileira, onde fiz uma carreira razoável.»

Joaquim Gonçalves de Oliveira reside no Brasil mas tem nacionalidade portuguesa. Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico” de 1990.

[Recorte de publicação e nota biográfica enviados pelo próprio.]

foto_TLBTeodora nasceu nos anos 30 do século XX na cidade do Porto, Salazar e Hitler subiam ao poder.

Começou a ir à Escola Primária no ano em que começava a 2ª Guerra Mundial, a 2ª Grande Guerra e fez a 4ª classe ainda antes do Acordo Ortográfico de 1945. Por vezes hoje ainda escreve teem e veem, que foi como aprendeu com a sua exigente professora do ensino primário.

Desistiu do seu curso de secretariado no Instituto Comercial do Porto para se casar, em plena Guerra-Fria, que as meninas nessa época eram as futuras “donas de casa”, ficavam em casa a tratar do marido e depois dos filhos.

No ano de 1974, depois do 25 de Abril, separa-se, divorcia-se e começa a trabalhar.

Em 2003 compra um computador e em 2004 começa o seu blog “A Sebenta”, mais tarde o “Postado a Limpo”, e para desabafar do que vivia errado o “rás-te-parta”.

Foi a primeira a assinar pela internet a ILC (Iniciativa Legislativa de Cidadãos) e continua a bater-se contra o AO90, que nunca aceitou nem irá adoptar.

[Texto também disponibilizado pela subscritora na sua página do Facebook: Timeline Photos – Theo Leiroz Biel.]

Num registo mais pessoal, digamos assim, devo apresentar publicamente a Theo Biel as minhas desculpas pelo facto de só agora publicarmos no “site” da ILC-AO o seu “perfil” de subscritora. Foi esta senhora, de facto, a primeira pessoa a enviar por email o impresso de subscrição da nossa iniciativa cívica. Porém, lá diz o povo, mais vale tarde do que nunca: aqui fica não apenas o pedido de desculpas como a igualmente pública manifestação de apreço e admiração por tão determinada quanto corajosa activista desta Causa que é de todos.
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Pangur BanRafaela Bidarra nasceu em Lisboa, em 1985.

Inicia o seu percurso teatral em Setúbal com a companhia Teatro Estúdio Fontenova em 2004. Integrou o elenco de “O Crime do Século XXI”, de Edward Bond, “Se isto fosse uma Ópera seria de Três Cêntimos”, adaptação da “Ópera de Três Vinténs”, de Bertold Brecht e “Albérico Ponto Final”, de Ângelo Fernandes, todos com encenação de José Maria Dias, até 2006.

Em 2005 inicia os estudos em Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, mudando depois para o curso de Enfermagem em 2008 na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, terminando a licenciatura em Dezembro de 2013.

Em 2007 integra o TEUC – Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, através do Curso Bienal de Teatro composto por formação em áreas distintas que culminou na apresentação do espectáculo “O Sonho”, de August Strindberg, com encenação de Pedro Matos. Integra o elenco do TEUC em “Oresteia – Fragmentos de Agamemnón e Coéforas”, de Ésquilo, com encenação de Rogério de Carvalho, “Batata Parapata”, de Caroline Stampone numa criação colectiva do TEUC, “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, encenado por Ricardo Correia, “Deus, uma peça” de Woody Allen, com encenação de Ricardo Vaz Trindade, “Um Dia de Raiva”, encenação de Nuno Pino Custódio, “projectoH” uma co-criação TEUC e Joana Providência com direcção artística de Joana Providência e “Vitral” uma co-produção TEUC e ProjectoD, dirigido por Leonor Barata. Actualmente faz parte da direcção, como Presidente do TEUC. Foi também no TEUC que realizou a sua primeira performance a solo, no Teatro Académico de Gil Vicente: “A Morte de Empédocles”, de Holderlin. No TEUC participou em diversos workshops — com Miguel Seabra (Clown), Jorge Ribeiro (Luminotecnia), João Brites, n’O Bando (Estágio de Formação “Dilatação Tempo Presença”), Nuno Pino Custódio (Técnica da Máscara Neutra e Commedia dell’Arte), Andrés Bézares (Clown), e Joana Providência (Dança Contemporânea).

Desde 2009 tem investido na sua formação artística fora do âmbito do Teatro Universitário, participando em diversos workshops: “Pantomima” com Yurek Klonowski, no Teatro dos Castelos em Montemor, “Dança Contemporânea” com Joana Providência, n’A Escola da Noite em Coimbra, “Dance Impossible” com Peter Michael Dietz, na Circolando, Porto, “Butoh” com Anita Saij, na Nordic School of Butoh, em Bornholm na Dinamarca, “O actor enquanto criador” com Nuno Pino Custódio, na ESTE, Fundão, “Butoh” com Moeno Wakamatso e Masaki Iwana, em 2012 e 2013, na Maison Du Butoh Blanc em Le Reveillon, Sul da Normândia, França – culminando no Festival de Butoh, onde apresentou um solo da sua autoria, “Prisonnier des Songes”, “Butoh” com Yoko Kaseki, n’A Escola da Noite em Coimbra.

Em 2010 trabalhou com duas companhias profissionais da cidade de Coimbra — na Marionet, no espectáculo “BCC- Blind Carbon Copy”, encenado por Mário Montenegro e apresentado no Teatro da Cerca de São Bernardo, e n’A Escola da Noite, no espectáculo “Teatro Menor”, com textos de José Sanchis Sinisterra e encenação de António Augusto Barros.

Rafaela Bidarra subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

[Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que nos remeteu, expressamente para o efeito, as respectivas nota biográfica e fotografia.]

fotoDSDavid Soares é um escritor português conhecido pelos seus romances meticulosamente pesquisados e complexos que versam sobre temas históricos e ocultismo. A revista literária portuguesa Os Meus Livros definiu-o como sendo «o mais importante escritor português de literatura fantástica». Escreveu quatro romances, quatro livros de contos, sete livros de banda desenhada (um deles publicado em França), um livro para crianças e dois livros de ensaios. Recebeu três troféus para “Melhor Argumentista Nacional” pelos seus livros de banda desenhada.

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Sobre o AO90, a imposição que nos vem de cima para baixo para o seu enxerto violento não tem mais nenhuma sustentabilidade que a pura cegueira ideológica; já para não referir outros interesses, de ordens muitíssimo variadas. Dê por onde der, o resultado será, no mínimo, a confusão e, em máxima espessura, o desastre, pois o AO90, de sincrética composição, crescerá tão torto quanto consiga, caso medre o dito enxerto. Em suma: será – está a ser – um obstáculo para as mais simples comunicações do dia-a-dia, uma ameaça para o ensino do português e uma calamidade para o edifício literário. Especificando o meu ponto de vista de acordo com a minha profissão, asseguro que o AO90 não consiste em nenhuma mais-valia, nem oferece quaisquer vantagens.

De quando em quando, aparecem na comunicação social uns disparates sobre a historieta de que a língua está sempre a mudar e que a grafia segue a oralidade, como se as línguas fossem inventadas nas ruas. Isso é, pura e simplesmente, uma aldrabice: grafia e oralidade são coisas totalmente distintas e uma não tem de seguir a outra. A oralidade faz-se de atalhos e convenções que visam, somente, amoldar o coloquialismo à vida prática de todos os dias. É por isso que para se escrever bem não se deve escrever como se fala: no meu tempo, e não sou assim tão velho, ensinaram-me isso no ensino básico, mas, enfim, a gente bem sabe como vai por aí o ensino do português e o modo desolador como se escreve.

A língua, na verdade, muda – isso é evidente -, mas não evolui. Evoluir pressupõe sempre a existência de um desígnio para o qual se caminha e se vai abandonando versões toscas do objecto a aperfeiçoar até apurar-se a forma final. Ora, não há desígnio nenhum por trás das mudanças das línguas, logo não evoluem – e, nesse sentido, o AO90 não é o corolário dessa busca pela perfeição que os seus bonzos nos querem fazer acreditar. A língua muda, mas não muda tanto na rua, por influência da tal oralidade, como muda por acção da grafia, graças às palavras inventadas pelos escritores: o nosso léxico contemporâneo foi todo inventado por escritores, filósofos e cientistas, desde a Idade Média para cá. Quem muda a língua de modo natural e harmonioso não é quem a fala – nem quem acha como ela deve ser escrita -, mas quem, com efeito, trabalha com ela. De todas as mudanças impressas pospelamente sobre uma sociedade derivam consequências que só não são imprevisíveis na sua tragicidade. Ignore-se, pois, a história, mas que não se finja surpresa quando essas consequências erguerem a cabeça. Contudo, mantenho o meu optimismo: é por mantê-lo que subscrevi a ILCAO e a divulguei por todos os meus contactos para que também o fizessem. Fi-lo enquanto escritor e enquanto cidadão. Sobretudo, fi-lo enquanto amante da língua portuguesa, cujo espírito já está moribundo por culpa da convivência com este desacordo espiritocida.

David Soares subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Veja a “galeria” de activistas, subscritores e apoiantes da ILC AO90.

[Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos remeteu, expressamente para o efeito e a nosso pedido, a fotografia, a nota biográfica e o texto deste “post”. “Links” inseridos por nós.]

fotoJBuescu
Jorge Buescu é matemático e Professor Associado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Licenciado em Física pela FCUL, Doutorado em Matemática pela Univ. Warwick, Agregado em Matemática pelo IST, é autor de uma dezena de livros e de cerca de duas centenas de artigos científicos e de divulgação, nacional e internacionalmente publicados.

O Acordo Ortográfico que se pretende administrativamente impôr é absurdo sob qualquer dos pontos de vista que se aborde. Seria uma aberração linguística: a etimologia latina do vocabulário português é ofuscada, e deixa de haver normas claras para o que é um erro ortográfico (quem tem crianças em idade escolar pode verificá-lo nos manuais, em que chega a haver duas grafias para o mesmo termo). Seria um atentado cultural: naturalmente a língua evoluiu de formas diferentes no espaço da lusofonia. Negar essa evolução quase darwiniana é anti-natural; tentar anulá-la por decreto um atentado cultural. Chega a ser provinciano: quem, como eu, viveu anos em Inglaterra sabe bem como no espaço da Anglofonia as diferenças gráficas são um não-problema quase risível. Ninguém sente necessidade de que nos E.U.A., no Reino Unido ou na Austrália a grafia, ou mesmo a terminologia, sejam idênticas. Pelo contrário: a diferença é respeitada e até apreciada, por vezes com muito bom humor.

Por vezes é brandido o argumento “científico”: os linguistas são as únicas pessoas cientificamente qualificadas para se pronunciar sobre a discussão. Enquanto físico, cientista, e também escritor e cidadão, este argumento de autoridade deixa-me extraordinariamente incomodado. Seria como se, na discussão sobre se Portugal deve ou não adoptar a energia nuclear, se viesse defender que só os físicos têm direito a pronunciar-se. Não achariam os linguistas ter o direito de se pronunciar se estivesse em causa viver perto de uma central nuclear? Pois enquanto utilizador da língua portuguesa é exactamente o que sinto com este AO90.

E finalmente, o facto que me parece definitivo sobre esta questão. O AO90, longe de unificar grafias, provoca exactamente o oposto. A pulverização de grafias admissíveis, dentro do mesmo país ou cidade, gera o caos e contraria qualquer veleidade a uma intenção unificadora, actual ou futura, no espaço da Lusofonia.

Por estas razões, nunca como autor adoptarei esta grafia. Pelo que verifico, estou felizmente muito longe de ser o único.

Jorge Buescu

Jorge Buescu subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Veja a nossa “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes.

[Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou – expressamente para o efeito – as respectivas nota biográfica e fotografia para utilização neste “post” e ainda o texto original transcrito .]

fotoDMDesidério Murcho

Nasci em 1965 em Portugal e sou professor de filosofia na Universidade Federal de Ouro Preto, no Brasil, desde 2007. Em 1992 terminei a graduação em filosofia na Universidade de Lisboa, e no ano 2000, na mesma instituição, terminei o mestrado. Nesse mesmo ano mudei-me para o King’s College London para os meus estudos de doutoramento.

Servi publicamente o ensino e a divulgação da filosofia desde 1995, quando fundei a colecção Filosofia Aberta, na Gradiva, com o objectivo de publicar livros de filosofia importantes para uma formação de qualidade de professores e estudantes. Com o mesmo objectivo, fundei em 2007 a colecção Filosoficamente, na Bizâncio. Nestes dois casos, enquanto dirigi as colecções, fui responsável pela selecção de títulos e pela revisão das traduções. Com o mesmo objectivo, fundei em 1997 o que se tornou depois a revista Crítica.

Em 1996 ajudei a fundar a revista Disputatio, tendo sido responsável até 2008 pelo processo de submissão anónima, pela paginação e capa da revista, pelo site, pelas normas tipográficas e de referências bibliográficas e por todos os contactos com os autores, tendo ainda, brevemente, servido como editor das recensões.

Em 2000 co-fundei o Centro para o Ensino da Filosofia da Sociedade Portuguesa de Filosofia e em 2003 publiquei, com outros autores, o livro A Arte de Pensar, o primeiro de dois manuais escolares de filosofia, para estudantes do ensino secundário.

Quando era estudante de mestrado, na Universidade de Lisboa, co-organizei os Encontros de Filosofia Analítica, que, em colaboração com diversas entidades, promoveu conferências de João Branquinho, Rudolf Haller, John Campbell, M. S. Lourenço, António Franco Alexandre, Carmo d’Orey, David Fate Norton, João Paulo Monteiro, José Trindade Santos, Timothy Williamson, Paul Horwich, Charles Travis, Kit Fine, Christopher Cherniak, Christopher Peacocke, Mark Sainsbury, Daniel C. Dennett, Simon Blackburn e Jerry Fodor, entre outros.

De 2001 a 2005 fui tutor de Lógica Filosófica, Ética e Filosofia da Religião no King’s College London.

Fui membro da Sociedade Portuguesa de Filosofia e da também portuguesa Associação de Professores de Filosofia. Sou membro fundador da Sociedade Portuguesa de Filosofia Analítica, fundada em 2004, da Sociedade Brasileira de Filosofia Analítica, fundada em 2008, e do Advanced Reasoning Forum, fundado em 1999.

Divulguei a filosofia junto do grande público português nas revistas Livros e Os Meus Livros, e no jornal Público.

[Transcrição integral (incluindo código-fonte) da página “Sobre mim” do “site” do próprio.]

Desidério Murcho subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Veja a nossa “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes.

[Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos indicou as respectivas nota biográfica e fotografia para utilização neste “post”.]

«Apesar de estar no Brasil, já imprimi e assinei a Iniciativa Legislativa de Cidadãos e enviei pelo correio.

Vale a pena acrescentar o seguinte: caso se quisesse genuinamente, e não mentirosamente, harmonizar ortografias, a via a seguir seria comparar as diferenças e eliminá-las quando isso é razoável. Assim, os brasileiros poderiam perder o trema de “conseqüente” sem prejuízo de maior, ficando como nós; e nós poderíamos perder algumas consoantes mudas, como “a(c)tual”, ficando como eles. Mas nós manteríamos a “perspectiva”, porque 1) os brasileiros também usam o c e 2) o c para nós é crucial para ler a palavra correctamente. Um acordo feito nesta base seria realmente unificador, e seria mais parecido ao que os países de língua castelhana conseguiram fazer, harmonizando e integrando as variantes de maneira inteligente. O que fez o Malaca Casteleiro e o António Houaiss foi um erro colossal, tanto do ponto de vista técnico-linguístico, como do ponto de vista histórico e, sobretudo, do ponto de vista moral: mentiram aos governantes e fizeram uma fraude com a qual tentaram enganar todos os cidadãos da língua portuguesa. Uma vergonha
Desidério Murcho (em comentário publicado no “blog” De Rerum Natura)

fotoCFsmallCarlos Fiolhais nasceu em Lisboa em 1956. Licenciou-se em Física na Universidade de Coimbra em 1978 e doutorou-se em Física Teórica em Frankfurt/Main, Alemanha, em 1982. É Professor Catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra desde 2000. Foi professor nos Estados Unidos e no Brasil.

É autor de 140 artigos científicos em revistas internacionais (um dos quais com mais de 10000 citações, o artigo mais citado com um autor numa instituição nacional) e de mais de 450 artigos pedagógicos e de divulgação. Publicou 42 livros, entre os quais os best-sellers ‘Física Divertida’ e ‘Nova Física Divertida’, ‘Breve História da Ciência em Portugal’, e os mais recentes ‘Darwin aos Tiros e outras Histórias de Ciência’ e ‘Pipocas com Telemóvel e outras Histórias de Falsa Ciência’ (os dois últimos com David Marçal), na Gradiva; ‘Ciência em Portugal’, ensaio na Fundação Francisco Manuel dos Santos; série de livros de ciência infantil ‘Ciência a Brincar’, na Bizâncio (em co-autoria); numerosos manuais escolares na Texto Editores (em co-autoria); manual universitário ‘Fundamentos de Termodinâmica do Equilíbrio’, na Gulbenkian (em co-autoria); etc. Os dois primeiros tiveram edições internacionais na Espanha, Itália e Brasil, assim como alguns livros da série ‘Ciência a Brincar’. Foi ainda autor de 18 capítulos de livros e de 24 prefácios, editor de 5 livros científicos em edição internacional e tradutor de 8.

Os seus interesses científicos centram-se na Física Computacional da Matéria Condensada e na História das Ciências. Foi fundador e director do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, onde procedeu à instalação do maior computador português para cálculo científico. Tem coordenado vários projectos de investigação e supervisionado vários estudantes de mestrado e doutoramento. Participou em numerosas conferências e colóquios promovendo a ciência e a cultura científica. Criou e dirige o ‘Rómulo’ – Centro da Universidade de Coimbra.

Dirigiu a revista ‘Gazeta de Física’ da Sociedade Portuguesa de Física e é membro de comissões das revistas de Física internacionais (presidiu em 2011 ao Conselho Científico do ‘European Physical Journal’). Foi Director do Centro de Informática da Universidade de Coimbra – CIUC, Presidente do Conselho de Investigação do Instituto Interdisciplinar da Universidade de Coimbra – III, membro do Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia – FCT e é membro dos corpos gerentes do Forum Internacional dos Investigadores Portugueses- FIIP. É colaborador regular dos jornais ‘Público, As Artes Entre as Letras’ e ‘Jornal de Letras’. Foi consultor dos programas ‘Megaciência’ e ‘ABCiência’ para a SIC e RTP e do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. Foi Director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (que tem a marca de “Património Europeu”), onde concretizou vários projectos relativos ao livro e à cultura, e do Serviço Integrado de Bibliotecas da Universidade de Coimbra – SIBUC , onde criou os repositórios digitais ‘Estudo Geral’ e ‘Almamater’. É actualmente responsável pelos programas de Educação e de Ciência e Inovação da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Dirige a colecção ‘Ciência Aberta’ da Gradiva. É co-fundador da empresa ‘Coimbra Genomics’. É co‑responsável pelo blogue ‘De Rerum Natura’.

Ganhou vários prémios e distinções: em 1994 o Prémio União Latina de tradução científica, em 2005 o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência de 2004 atribuído pela SIC; em 2005 a Ordem do Infante D. Henrique; em 2006 os Prémios Inovação do Forum III Milénio e Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora; e em 2012 o prémio 2012 para o melhor artigo pedagógico na área da Física no espaço ibero-americano.

Carlos Fiolhais subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Veja a nossa “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes.

[Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos remeteu, expressamente para o efeito, as respectivas nota biográfica e fotografia.]

fotoCBBottelho é o pseudónimo de Carlos Botelho (Sta Maria Maior, Chaves, 1964) é um pintor e escultor português.

Nasceu em Chaves no distrito de Vila Real em Trás-os-Montes, onde na infância disseca nos livros de medicina do século XIX do avô Martiniano Ferreira Botelho, profusamente ilustrados com gravuras, o gosto pela complexidade da anatomia humana. Não esquece Lereno seu professor primário e irmão de Nadir Afonso que muito contribuiu para o incentivar nos caminhos da arte.

A proximidade da fábrica de tijolo e do barro, as oficinas das artes da forja e do ferro, os ateliers de Arquitectura e da música que sempre o acompanharam foram moldando o seu espírito e sentido estético.

Aos dezasseis anos expõe pela primeira vez Desenho e Pintura no Museu da Cidade com o apoio da Câmara Municipal de Chaves, acontecimento que teve a presença do mais alto magistrado da Nação, o General Ramalho Eanes. Fez estudos secundários no liceu Fernão Magalhães de Chaves, que interrompeu por inexistência de curso compatível com a vocação tendo optado por direito […]. “Escolheu Direito, não tão direito quanto devia…!” in entrevista a Jornal Flaviense. Frequenta Ciências da Comunicação e da Cultura – na área de Gestão Cultural na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

[Perfil parcialmente extraído da página wiki do subscritor.]

Carlos Botelho conta no seu extenso “curriculum” com a autoria do “site” Wikipedia Lusa – Pessoas como Tu, cujos nome e lema dizem tudo…

Sobre o seu “perfil” de subscritor e apoiante da nossa iniciativa cívica, escreveu-nos o seguinte:
«Relativamente à ILC não me restam dúvidas de que espelha a vontade esmagadora dos portugueses, ignorados habitualmente neste tipo de processos, que tarde irão constatar que a homogeneização da língua é tão benéfica quanto a globalização económica no que tem de espírito colonial.»

Subscreveu a ILC pela revogação da entrada em vigor do AO90.

Veja a “galeria” completa de subscritores, voluntários e apoiantes da ILC.

FRANCISCO ANTÓNIO DE MACEDO LUCAS FERREIRA DE ALMEIDA, é professor da Faculdade de Direito de Coimbra, onde concluiu a licenciatura, o mestrado e o doutoramento, respectivamente em 1991, 1997 e 2008.
Tem a seu cargo a regência de várias unidades curriculares do 1º e 2º Ciclos dos cursos de Direito e de Administração Pública da Faculdade de Direito. É igualmente um dos docentes incumbidos da leccionação do curso de doutoramento aí ministrado.
Desde 2008, é também professor na Universidade Lusófona de Lisboa, regendo as aulas teóricas de direito administrativo e direito internacional público (1º Ciclo), bem como de direito do urbanismo (2º Ciclo).
Em 2011, foi designado Conciliador Internacional, nos termos do Anexo à Convenção de Viena Sobre Direito dos Tratados, de 1969.
É autor de várias monografias e artigos de revista na área do direito internacional público.
É orientador de diversos estudantes na preparação das suas dissertações de mestrado e doutoramento.
Tem participado regularmente, como orador, em colóquios, conferências e seminários.
É membro eleito do Conselho Científico da Faculdade de Direito de Coimbra para o biénio 2011/2013.
Desempenha ainda as funções de coordenador adjunto do 2º Ciclo dos Cursos de Administração Pública e de Administração Pública Empresarial da Faculdade de Direito de Coimbra.
É presidente da Assembleia Geral do Jus Gentium Conimbrigae.

Francisco Ferreira de Almeida subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do “acordo ortográfico”.

Veja a nossa “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes.

[Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos remeteu, expressamente para o efeito, a respectiva nota biográfica.]

[Imagem (painel da biblioteca da Universidade de Coimbra) copiada do “blog” História da Arte.]

Graça Maria Maciel da Costa

Casada, com um filho, nascida açoriana, mais exactamente de Ponta Delgada, em 1961, corri algumas partes do mundo a reboque de um pai da marinha. Aportei em Almada e vivo aqui desde sempre.

Dentre o muito que fiz em termos de trabalho – comecei cedo por vicissitudes da vida – construí uma carreira como secretária de Direcção Técnica e Relações Públicas, em simultâneo, até à falência da firma. Dei por mim a fazer traduções para revistas a recibos verdes. Por 10 anos o fiz mas a crise eliminou-me da lista de colaboradores. Estou há dois anos desempregada e sem direito a subsídio de desemprego – depois do muito que paguei à Segurança Social.

Sou visceralmente contra este Acordo Ortográfico; por não concordar com as aberrações linguísticas que se criaram, pelos falsos pretextos e pressupostos sob o qual assenta e porque não existe acordo quando o mesmo é imposto à revelia da opinião quer de especialistas, quer da nação, que é a quem considero pertencer a língua.

Graça Maciel Costa é uma activista desta ILC, que evidentemente subscreveu, participando em recolhas de assinaturas e na divulgação da iniciativa.

Veja a nossa “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes.

Nota: esta publicação foi autorizada pela subscritora, que nos remeteu, expressamente para o efeito, as respectivas nota biográfica e fotografia.