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Esta ILC (iniciativa legislativa de cidadãos) tem como objectivo a apresentação na Assembleia da República de uma iniciativa legislativa que revogue a entrada em vigor do AO90 em Portugal.

Neste pressuposto, vimos dar público conhecimento de que não colocamos a mais pequena objecção a que da petição recentemente entregue no Parlamento português resulte uma qualquer solução para a revogação ou a suspensão do AO. Não colocamos a mais ínfima objecção, como é evidente, muito pelo contrário: não pretendemos nós outra coisa que não seja isso mesmo, isto é, a liquidação do monstro ortográfico seja de que forma e por que meios for.

Por conseguinte, apesar de todas as expectativas em contrário, já que as 4 (quatro) petições de objectivos semelhantes anteriormente apresentadas não produziram o mais ligeiro efeito prático, se desta outra petição resultar algo de sólido e consequente que venha a ser aprovado pela maioria dos deputados, então apenas teremos nós bastos motivos de júbilo, isso seria absolutamente excelente, pronto, missão cumprida, o AO90 já lá vai, acabou-se o pesadelo.

Ou seja, na presunção de que as coisas correrão todas pelo melhor e com a mais profunda esperança de que assim seja, até que tal efectivamente suceda, até que haja um desfecho positivo por aquela outra via, fará todo o sentido que a nossa ILC permaneça entretanto no mais responsável e prudente silêncio quanto à dita petição.

Caso, porventura e pelo contrário, dali nada resulte, ou na hipótese, longe vá o agoiro, de a mesma petição não chegar sequer a ser discutida em plenário parlamentar, então, como é natural porque é a nossa obrigação, cá estaremos nós outros, os activistas desta ILC, os seus subscritores e apoiantes, tão prontos como sempre estivemos para a luta — a mesma luta que iniciámos e que temos vindo a travar há já longos anos.

O nosso lema é e sempre foi “aniquilar o AO90 a todo o custo mas não a qualquer preço”. Enquanto formos úteis à Causa anti-acordista… cá estaremos. É tudo.

[*Expressão geralmente atribuída a Winston Churchill]
[Imagem de Rocío Ramos]