O presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Adriano Moreira, exortou hoje os países da CPLP a “garantir os recursos financeiros e humanos para assegurar a aplicação do Acordo Ortográfico”.
Adriano Moreira, 7 de Abril de 2008
[Extracto de notícia “JN”]

“A Língua não é neutra, transporta valores. É preciso defender o eixo (os valores, a maneira portuguesa de estar no mundo], a variação é incontornável”.
Adriano Moreira, 20 de Fevereiro de 2014
[Citação do jornal “Mais Semanário“]

Com imensa satisfação verificamos que (mais) um dos nossos grandes vultos intelectuais muda (radicalmente) de opinião a respeito do AO90. Ora ainda bem. Mais vale tarde do que nunca e nunca é tarde demais para dizer o que deve ser dito e para fazer o que tem de ser feito. Ou desfeito, como é o caso evidente deste malfadado “acordo ortográfico”.

Saudemos, por conseguinte, o Senhor Professor Adriano Moreira!

«Eu acho que não há vantagem em fazer Tratados porque ela [a Língua] não obedece aos Tratados. Os países que têm a mesma Língua, por exemplo os que falam Inglês, não têm nenhum Tratado. A França, é verdade, deixou só os territórios índios a falar Francês, mas não tem nenhum Tratado. A Espanha, que tem um vastíssimo… teve o maior império [imperceptível], não tem nenhum Tratado!» [Transcrição a partir do vídeo]

A língua não obedece a tratados, é melhor fazer declarações orientadoras que, a pouco e pouco, vão consagrando a evolução da língua – no meu tempo houve algumas e sem tratados – do que fazer tratados. Estamos todos atentos à língua, mas não pensamos dar ordens à língua. Um tratado é uma lei obrigatória”, afirmou aos jornalistas presentes no festival literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim.
Adriano Moreira, 20 de Fevereiro de 2014
[Extracto de notícia da Rádio Renascença (com áudio).]

[Vídeo de “Mais Semanário“]