22 anos. Estudante e dirigente associativo no Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa.

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90) é um diploma que promete a unificação da Língua Portuguesa e o seu fortalecimento além fronteiras. Se por um lado peca por resultar de uma medida insensata, prepotente e antidemocrática do Estado Português, por outro, não satisfaz o fim para o qual foi criado.

Acreditar que é possível fundir o Português Europeu ao Português do Brasil é absurdo. É uma quimera. Um delírio. A diferença entre ambos não se resume às diferentes gráficas e fonéticas, onde o AO90 actua, mas também ao nível do vocabulário e sintaxe frásica. O espartilho do A090 jamais conseguirá aproximar estas duas variantes da Língua Portuguesa. Para se contextualizarem melhor com as diferenças a que me refiro, convido-vos a ler o seguinte estudo levado a cabo pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) que comprova a inutilidade do AO90: http://www.apel.pt/pageview.aspx?pageid=118&langid=1.

O AO90 gera o problema que promete solucionar. Até então, nunca foi sentida qualquer dificuldade pela coexistência de duas grafias oficiais de Língua Portuguesa. Contudo, desde a sua implementação, gerou-se o caos na ortografia, admitindo-se milhares de casos de dupla grafia à revelia de qualquer critério ou regra, justificados com argumentos despropositados e inconsistentes.

“Se o Acordo não serve, a quem serve o Acordo?”. A aplicação deste (des)acordo prende-se, exclusivamente, com interesses alheios aos Portugueses de natureza política e económica. A nossa Língua está a ser prostituída.

Entendo, e defendo, que a Língua é viva, mutável e moldável ao uso, espontâneo, dos seus falantes-escreventes. Infelizmente, esta evolução de natural não tem nada. É uma evolução artificial, imposta por decreto, que o uso e o hábito ainda não consagraram. A Língua é uma herança. Aceitar o AO90 é ceifar as raízes etimológicas da nossa Língua e, juntamente, toda a memória colectiva e a nossa Identidade.

O AO90 é criticado e renegado por grande parte da opinião pública portuguesa. Onde se  incluem nomes sonantes do mundo das Letras, entre eles: Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira, Miguel Sousa Tavares, Vasco Graça Moura, Miguel Esteves Cardoso, José Gil, etc.

O AO90 não é inevitável! Uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) é o único modo de reverter esta situação. Assine o nosso impresso (https://ilcao.cedilha.net/?page_id=1771) e distribua-o pelos seus familiares, amigos e colegas. Ainda não é tarde demais.

Subscreveu a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

Este é mais um perfil publicado na “galeria” de subscritores, activistas e apoiantes da nossa ILC.

Nota: esta publicação foi autorizada pelo subscritor, que nos enviou, expressamente para o efeito, a respectiva nota biográfica, texto e fotografia.