Várias vezes defendi que o Acordo Ortográfico (em vigor por decisão apressada do governo – de Janeiro de 2011) necessitava de ser aperfeiçoado, o que me valeu ataques boçais ou patetas.

Da revisão não viria mal ao mundo; pelo contrário, é imperiosa. APROVADO EM 1990, HOUVE TEMPO PARA DISCUTI-LO OU PARA ACABAR COM ELE. Nem uma coisa nem outra. Os jornais publicaram notícias sobre o adiamento da obrigatoriedade no Brasil para 2015. Lá, os órgãos do Estado só iriam aplicá-lo a partir de 2013 (a imprensa já o faz) e em Portugal só seria definitivo em 2015, o que coincide com a conclusão do Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa. Ou seja: podemos livrar-nos dos erros.

 

[Transcrição parcial de texto de Francisco José Viegas, com o título “Os erros do Acordo”, Correio da Manhã, 10.12.2012. Imagem da versão online do jornal.]

[Legenda da formatação por nós introduzida:
Vermelho: errado. Segundo os termos da Convenção de Viena, o texto de um Tratado internacional não pode ser alterado.
MAIÚSCULAS: inteiramente verdade, mas infelizmente nada disso aconteceu.
Sublinhado: veja lá melhor essas datas todas, Sr. Ex-Secretário de Estado da Cultura.]