renascenca_logo2Comunistas querem “compreender o que se está a passar” com a aplicação do acordo.

O Partido Comunista (PCP) considera que o acordo ortográfico não está a prosseguir os seus objectivos e propôs no Parlamento que seja constituído um grupo de trabalho para debater o assunto. Os comunistas entendem que, depois de o Brasil ter decidido adiar a aplicação do acordo até 2016, Portugal “está sozinho” e esse facto tem de ser discutido.

Num texto entregue na comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, o PCP destaca que “em diversos sectores da sociedade, no jornalismo, nos intelectuais, nos artistas, na cultura em geral, esse debate não está terminado e a utilização da grafia resultante do acordo tem gerado inúmeros dissensos entre a comunidade”.

Além destas “resistências” em Portugal, o deputado do PCP Miguel Tiago destacou ainda, em declarações aos jornalistas, que também a nível internacional o processo tem sofrido “alterações” e “dúvidas”, dando como exemplo o caso do Brasil, que adiou recentemente a adopção do acordo.

O PCP propõe assim que se crie “um pólo de dinamização” do debate em torno do acordo ortográfico e que se ouçam diversos sectores sobre o tema.

O partido, realçou Miguel Tiago, não tem “à partida nenhum posicionamento” em relação ao acordo, querendo “compreender o que se está a passar”.

[Transcrição integral de notícia da Rádio Renascença.]

[Nota: os conteúdos publicados na imprensa ou divulgados mediaticamente que de alguma forma digam respeito ao “acordo ortográfico” são, por regra e por inerência, transcritos no site da ILC já que a ela dizem respeito (quando dizem ou se dizem) e são por definição de interesse público (quando são ou se são).]