Um senhor que sabia pensar, de seu nome Friedrich Nietzsche, a propósito da passagem da escrita à mão para a escrita à máquina, terá dito mais ou menos isto: “Os instrumentos com que escrevemos condicionam o nosso modo de pensar.” Se tal é assim para os instrumentos, imaginemos o que não diria se lhe viessem querer impingir que escrever “acta” ou “ata” ou coisas quejandas (”espectador”, “espetador”; “Egito”, Egipto”; “exceção”, “excepção”) não teria qualquer importância nem determinaria o pensamento.

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[Transcrição parcial de artigo de  José de Faria Costa no jornal i de 30.01.2013.]

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